Cristã tem filhas espancadas pelo marido após recusar se converter ao islamismo

O esposo de Amina Isa se converteu ao islamismo para assumir um cargo no governo e passou a maltratar as filhas.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 4 Janeiro de 2018 as 10:51

A mãe e a filha mais velha foram presas em março de 2017. (Foto: MSN).
A mãe e a filha mais velha foram presas em março de 2017. (Foto: MSN).

Uma mãe cristã e três de suas filhas estão enfrentando várias formas de abuso na Nigéria. Ela recusou se converter ao Islã e seguir os passos do pai, que se tornou um muçulmano para assumir um cargo do governo. Amina Isa, a mãe de 40 anos, vive na vila de Gidan Kuran, no estado de Kano. Ela disse em entrevista ao Morning Star News que seu marido abandonou o cristianismo em 2012 e se juntou ao Islã depois que lhe foi oferecido o cargo de chefe da ala na aldeia.

"Eles lhe disseram que ele não poderia ser nomeado como chefe de ala porque era cristão, mas, que se ele se convertesse ao Islã seria nomeado chefe da ala", disse Isa, que é membro de  uma igreja evangélica local. "Eu aconselhei-o a não mudar sua fé, mas depois de muita pressão dos muçulmanos em nossa área, ele sucumbiu e tornou-se muçulmano".

Amina Isa e sua filha de 21 anos enfrentaram acusações de falsos sequestros depois que se recusaram a abraçar o Islã. As acusações são de que elas estão tentando matricular os irmãos mais novos em uma escola cristã, sem a permissão do pai. "Ele me pediu para retirar minha filha da escola cristã. Eu deveria trazer ela de volta para a aldeia e entregar a ele. Então, fiz conforme instruído e trouxe minha filha de volta", disse a mãe.

A mãe e a filha mais velha foram presas em março de 2017, mas os líderes cristãos da região conseguiram resgatá-las. Duas de suas outras filhas, uma com seis e outra de 15 anos, também foram assediadas por causa de sua fé. "Por causa de recusa em se converter, fomos ameaçadas, espancadas e submetidas a todas as formas de indignidades pelo meu marido e seus colaboradores muçulmanos", revelou Isa.

"Elas foram constantemente ameaçadas, espancadas e assediadas. Na verdade, minha filha mais velha teve de levar seus irmãos mais novos e se esconder, mas foram rastreados e capturados pelos funcionários e atualmente estão sendo mantidos em um local não revelado para mim", disse a mãe.

O pai, Garba Usman, tem tentado impedir que as filhas participem de estudos bíblicos e outras atividades da igreja. Isa disse que oficiais muçulmanos estão tentando forçar elas a mudarem de  religião. "Tudo isso é para nos forçar a recuar. Nunca podemos deixar de ser cristãos, e estamos confiantes de que o Deus que nós servimos nunca pode nos abandonar em nossos momentos difíceis", finalizou.

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