Cristão preso no Irã está em condição crítica de saúde

Cristão preso no Irã está em condição crítica de saúde

Atualizado: Terça-feira, 5 Agosto de 2008 as 12

Um cristão iraniano preso há dois meses está em estado crítico de saúde devido à falta de tratamento médico. Arash Bandari, 44 anos, é diabético.

Com ele está o iraniano Mahmood Matin, 52 anos. Ambos estão frágeis após dois meses na prisão, mas as condições de Bandari são críticas. Amigos dos dois aguardam ansiosamente um telefonema das autoridades que assegure a libertação deles mesmo que uma fiança tenha que ser paga.

Convertidos ao cristianismo, Matin e Bandari foram presos em 15 de maio sob suspeita de "apostasia" ou abandono do islamismo. Confinados no centro de detenção da polícia secreta do Irã, localizado no centro de Shiraz, Matin e Bandari foram colocados na mesma cela em 15 de julho.

Matin, que conseguiu alguns minutos com sua mulher em 22 de julho para pegar produtos de higiene pessoal, disse que a saúde de Bandari estava piorando rapidamente com a falta de tratamento adequado.

Nas duas últimas semanas o governo iraniano aumentou a pressão sobre igrejas cristãs não legalizadas. Um projeto inicial de uma "lei de apostasia" obrigaria juízes a sentenciar à morte muçulmanos que se convertam ao cristianismo.

Em 22 de julho, um advogado concordou em assumir o caso de Matin e pedir por sua libertação. Não está definido ainda se Bandari irá receber aconselhamento legal do mesmo advogado de Matin, que expressou preocupação com o longo tempo de detenção dos prisioneiros. Para o advogado, o relógio está correndo contra eles e a libertação imediata dos dois prisioneiros é fundamental.

A polícia do Irã frequentemente prende cristãos para extorsão de dinheiro e os liberta sem acusações. Mas, se o caso vai à Corte, as acusações apresentadas contra os cristãos são avaliadas por juízes religiosos.

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