Cristão se recusa a conduzir ônibus com anúncios que declaram que "Deus não existe"

Cristão se recusa a conduzir ônibus com anúncios que declaram que "Deus não existe"

Atualizado: Quarta-feira, 21 Janeiro de 2009 as 12

Um motorista cristão inglês recusou-se a conduzir um ônibus com um anúncio que declarava: "Provavelmente Deus não existe".

Em entrevista à BBC Radio Solent, Ron Heather disse que sentiu "choque" e "horror" com o slogan nos anúncios quando compareceu para trabalhar no sábado passado.

Os anúncios foram colocados pela Associação Humanista Britânica em autocarros por todo o Reino Unido com o apoio do proeminente professor ateu Richard Dawkins. Eles proclamam: "Provavelmente Deus não existe. Pare já de se preocupar e goze a sua vida".

Heather regressou ao trabalho na segunda-feira com a operadora de ônibus First Bus, que disse que iria tentar garantir que ele não teria de conduzir os veículos que tivessem os anúncios.

"Eu estava mesmo prestes a entrar e lá estava ele, bem a minha frente. A minha primeira reação foi de choque e horror", disse Heather à BBC Radio Solent.

"Eu senti que não podia conduzir o autocarro, disse isso aos meus diretores e eles disseram que não tinham outro e eu pensei, 'o melhor é eu ir para casa', e então fui mesmo", disse ele.

Os posters ateus vêm em resposta a uma série de campanhas publicitárias Cristãs nos veículos e cartazes publicitários de Londres, nomeadamente os que foram realizados pelo Curso Alpha, cujos cartazes perguntavam, "É isto tudo?" e "Se Deus realmente existisse, o que lhe pediria?"

Os cristãos, em geral, saudaram os anúncios ateus, dizendo que eles proporcionam uma oportunidade para falar sobre Deus.

A Directora de Espiritualidade e Discipulado da Igreja Metodista, a Reverendo Jenny Ellis, disse: "Esta campanha será uma coisa boa se levar as pessoas a envolverem-se com as questões mais profundas da vida. O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e o seu sentido".

O diretor da junta consultiva Cristã Theos, Paul Woolley, disse que os anúncios "dificilmente seriam um grande conforto para aqueles que estão preocupados em perder seus empregos ou casas com a recessão".

"E o que é que ela nos diz para fazer quando pararmos de nos preocupar?" prosseguiu ele. "Nos oferecermos como voluntários? Darmos dinheiro às instituições de caridade? Fazermos campanha pelo meio ambiente? Não. Diz para nos divertirmos. Seria difícil arranjar uma mensagem mais egocêntrica do que esta".

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