Cristãos e muçulmanos e fortalecem para combater o avanço do ateísmo

Cristãos e muçulmanos e fortalecem para combater o avanço do ateísmo

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 11:25

O Chrislam, movimento que promove o diálogo entre cristãos e muçulmanos, está se fortalecendo nos Estados Unidos  –  principalmente em Dallas (Texas), Chicago (Illinois) e Washington DC – para combater inimigos comuns ancorados no Ocidente: o ateísmo e o politeísmo. A informação é do Christian Post.

Trata-se de algo que parecia improvável em um país traumatizado por um grupo de fundamentalistas islâmicos que derrubou um símbolo americano, as torres gêmeas de Nova Iorque, e onde um pastor queimou no início deste ano um exemplar do Corão.

O jornalista especializado em religião Paul L. Williams disse que a consolidação do Chrislam se deve ao fato de que uma parcela dos cristãos percebeu que a diversidade faz bem aos Estados Unidos. Uma diversidade que exclui o ceticismo.

O Chrislam foi criado em 1980 na Nigéria por Tela Tella a mando, segundo ele, de um anjo enviado por Deus. O movimento congrega devotos a partir das muitas semelhanças entre a Bíblia e o Corão, principalmente em questões morais, porque, afinal, o Deus é o mesmo.

Além disso, no Corão (ou Alcorão, tanto faz) Jesus é citado 25 vezes, embora não seja considerado filho de Deus, mas apenas um profeta.

O site do Chrislam transcreve uma frase de Malcolm X (1925-1965), defensor dos direitos humanos dos negros que se converteu ao Islã: “Nós somos irmãos, somos uma família de Deus. Nenhum de nós é melhor do que o outro aos olhos Dele. O futuro só pode ser ganho em luta conjunta contra o mal". (livre tradução)

O movimento tem sido visto com desconfiança tanto pelos cristãos “puros” como pelos muçulmanos equivalentes porque as disputas entre as duas religiões por influência no mundo dura séculos e se acirrou ultimamente.

O pastor Tim Forsthoff, da Igreja Cornertone em Highland (Michigan), por exemplo, disse que os cristãos não podem se unir àqueles que negam a morte e ressurreição de Jesus Cristo. “Nós não fazemos parte da mesma família.”

Mas pessoas de famílias inimigas entre si podem se unir eventualmente para atingir um objetivo comum. Pelo menos esse parece ser a opinião do Vaticano.

Em setembro deste ano, o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho para o Diálogo Inter-religioso, enviou a líderes islâmicos uma carta cujo teor lembra um pouco o discurso de Malcom X.

Ele defendeu uma cooperação entre cristãos e muçulmanos para que juntos enfrentem “os desafios do materialismo e da secularização”.

“Trata-se de uma realidade que cristãos e muçulmanos consideram ser de primordial importância”, observou. “[...] Deus nos guia no nosso caminho!”

Com informação do Chrislam e Christian Post.

Via Paulopes Weblog

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