“Cristãos passivos são os maiores inimigos de Israel”, dizem líderes britânicos

Não basta sentir simpatia por Israel diante dos significados bíblicos, é preciso ter voz ativa diante das decisões políticas, segundo líderes cristãos do Reino Unido.

fonte: Guiame, com informações de Jerusalem Post

Atualizado: Terça-feira, 16 Janeiro de 2018 as 3:08

Israelenses e estrangeiros na Marcha de Jerusalém, que ocorre durante a Festa dos Tabernáculos. (Foto: Ammar Awad/Reuters)
Israelenses e estrangeiros na Marcha de Jerusalém, que ocorre durante a Festa dos Tabernáculos. (Foto: Ammar Awad/Reuters)

Não basta apenas sentir uma simpatia por Israel diante dos significados bíblicos e espirituais que a nação representa, é preciso ter voz ativa diante das decisões políticas que envolvem a nação, segundo líderes cristãos do Reino Unido.

A Aliança Europeia para Israel (ECI, na sigla em inglês), a representante de Bruxelas, Ruth Isaac, disse que aqueles que queriam culpar o governo britânico deveriam perceber que o maior obstáculo não é reunir apoio para Israel, mas fazer ouvir esse apoio.

“Não com os são nossos inimigos que precisamos nos preocupar, mas sim com a passividade e o medo entre muitos cristãos que apoiam Israel em seus corações, mas não se atrevem a expressar esse apoio publicamente”, disse Ruth Isaac, representante da Aliança Europeia para Israel (ECI, na sigla em inglês) em Bruxelas.

Muitos cristãos britânicos esperavam que o governo do Reino Unido estivesse alinhado com as decisões dos Estados Unidos em relação à Israel, depois de anunciar sua saída da União Europeia. No entanto, o governo britânico rejeitou o apoio à decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e cedeu à pressão da mídia.

No início da semana passada, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, se juntou a outros ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas, para pedir ao presidente dos EUA, Donald Trump, que ele mantivesse o acordo nuclear com o Irã. Na sexta-feira (12), Trump cancelou sua visita a Londres no próximo mês, como um sinal adicional das tensões com Washington.

Durante a conferência anual da ECI em Londres, membros da organização e especialistas cristãos pró-Israel falaram sobre os desafios e oportunidades a Terra Santa enfrenta após o Brexit e como os cristãos podem se tornar apoiadores mais eficazes de Israel em suas respectivas nações.

Um dos objetivos da conferência ECI foi encorajar os cristãos a serem amigos proativos de Israel, com a responsabilidade de pressionar seus líderes políticos a agirem de acordo com suas promessas.

“Nosso apoio para Israel é tão importante fora dos quatro muros da igreja quanto dentro deles”, disse o diretor-fundador da ECI, Tomas Sandell. “Mas, para ganhar a batalha pelas mentes e corações das pessoas, precisamos conhecer a história de Israel e seus fundamentos legais”.

Apesar das perspectivas negativas para 2018, o Diretor de Assuntos da ONU para a ECI, Gregory Lafitte, mostrou que o apoio internacional a Israel está crescendo nas Nações Unidas. O pastor britânico Alistair Scott também foi otimista. “Embora o Reino Unido esteja se preparando para um Brexit, o compromisso de ficar com Israel e com os cristãos de outras partes da Europa continua sólido”, afirmou.

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