Cristãos são acusados de 'extremismo', após evangelizar crianças em escola

Pais de alunos de uma escola da Inglaterra estão protestando contra a organização cristã 'Crossteach', que ensinou sobre a Bíblia às crianças.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 19 Outubro de 2017 as 10:21

Alunos oram em escola primária europeia. (Foto: Crayke Primary School)
Alunos oram em escola primária europeia. (Foto: Crayke Primary School)

Um grupo cristão está se defendendo contra as acusações de que está ensinando visões "extremistas" aos estudantes, depois de ser banido de uma escola primária dirigida pela igreja após as queixas de pais que disseram que seus filhos estavam sendo "expostos a uma ideologia potencialmente prejudicial".

"Sempre que possível, trabalhamos em parceria com as igrejas locais e refletimos seus ensinamentos, sempre visando ser sensíveis ao contexto local, e reconhecendo que as igrejas variam. Ensinamos o Cristianismo dominante", disse Wayne Harris, diretor nacional da ONG Cristã Crossteach em uma declaração na terça-feira.

"Em 16 anos de trabalho com escolas cristãs, nenhuma professora nunca levantou uma preocupação de que algo tenha sido dito que pudesse ser interpretado como um discurso de 'ódio' ou 'extremista' e refutamos fortemente essa alegação atual dos pais. Pelo contrário, as escolas têm expressado consistentemente o apreço pela contribuição que a Crossteach faz e pela qualidade do trabalho", acrescentou Harris.

Segundo o jornal 'The Telegraph' informou, Dan Turvey, diretor da Escola Primária da Igreja da Inglaterra, em Tunbridge Wells, disse que havia ouvido as reclamações dos pais e decidiu não convidar mais o grupo para organizar ações na instituição de ensino.

Alguns pais aparentemente se queixaram de que seus filhos estavam sendo ensinados sobre o pecado, e foram informados de que se eles não acreditassem em Deus, "não iriam a um bom lugar quando morressem".

Outro pai que não foi nomeado disse: "Eu sei que algumas das crianças ficaram chateadas pelo que ouviram. Ninguém se importa com a história do nascimento de Jesus e outras histórias da Bíblia, mas considerando que a maioria dos pais na escola não são cristãos praticantes, eu acho que o sentimento é que tudo é demais".

O pai acrescentou: "Em Tunbridge Wells, a grande maioria das escolas primárias são afiliadas à Igreja, por isso é como se você não tivesse escolha se vai expor seus filhos a isso. Pessoalmente, quero que meus filhos aprendam sobre todas as religiões. Se você quiser que seus filhos sejam criados como cristãos, há muitas escolas dominicais nas igrejas".

Outra declaração dos pais fornecida ao The Guardian dizia: "Reconhecemos e respeitamos os valores cristãos da escola, mas pensamos que há uma marca de cristianismo que está abusando desse respeito. A base de nossa queixa relaciona-se exclusivamente com as preocupações sobre o bem-estar e segurança das crianças que acreditamos estarem expostas a uma ideologia potencialmente prejudicial".

Turvey resumiu as queixas afirmando que os pais acreditam que seus filhos foram "expostos a crenças extremistas" e ficaram chateados e perturbados emocionalmente.

O diretor disse que ele está "profundamente triste" por cortar laços com o grupo cristão, no entanto.

"Eu não acredito que a Crossteach tenha feito algo errado", acrescentou Turvey. "Eles não merecem ter seu bom nome manchado e as acusações de extremismo que ocorreram nos últimos meses".

Embora, seja ligada a uma igreja tradicional da Inglaterra e tenha a permissão para promover o cristianismo, a escola ainda é obrigada a seguir as diretrizes do Departamento de Educação quando se trata de não discriminar, respeito e tolerar outras religiões, observou o jornal 'The Guardian'.

 

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