Cristãos são acusados de 'violência' após se defenderem de ataque de muçulmanos

Um grupo armado de muçulmanos, juntamente com membros da polícia, atacou uma igreja e seus membros, no Sudão.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Segunda-feira, 23 Abril de 2018 as 12:30

35 cristãos devem comparecer ao tribunal, enfrentando acusações que ainda não foram publicadas. (Foto: Reprodução).
35 cristãos devem comparecer ao tribunal, enfrentando acusações que ainda não foram publicadas. (Foto: Reprodução).

Quarenta cristãos foram acusados de atos violentos, no Sudão. Azhari Tambra, Mina Mata, George Adem e Kodi Abdulraheem estão no grupo dos injustiçados. Em abril de 2017 membros da polícia local e uma multidão de muçulmanos armados atacaram as instalações de uma igreja, que inclui casas e escritórios, além de uma escola.

Na época do ataque, os muçulmanos acusaram os cristãos de “causar dano físico à polícia e a partidários de um muçulmano de negócios”. Dos 40 cristãos que foram acusados, cinco foram absolvidos no dia 11 de abril deste ano. Uma nova audiência deve ocorrer nesta segunda-feira, (23).

Sabe-se que essas acusações têm fundamento no desenvolvimento de uma antiga disputa entre a Igreja Evangélica Bahri, pertencente à Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão (SPEC), e um comitê ligado ao governo, que quer vender a terra onde o complexo da igreja está situado.

Tribunal

Por falta de provas, as acusações contra cinco outros membros da SPEC foram retiradas. São eles: Yahaya Abdulraheem, Zakaria Ismail, Idris Harris, Paulos Tutu e Salim Hassan.

No entanto, na próxima quinta-feira (26), outros 35 cristãos devem comparecer ao tribunal, enfrentando acusações que ainda não foram publicadas.

O Sudão está em 4º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2018 e a pressão sobre as igrejas sudanesas aumentou muito nos últimos anos.

O diretor executivo da Middle East Concern, uma agência que luta em defesa dos cristãos, disse: “O governo do norte do país disse que o Sul pode ‘islamizar’ fortemente a legislação e as práticas do governo no Norte”.

Ele ainda salientou: “Desde a declaração, houve de fato uma série de pressões sobre as igrejas”, relatou o diretor à agência de notícias Mission Network News.

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