Crivella: "A Marcha é a grande expressão da nossa liberdade de culto"

Crivella: "A Marcha é a grande expressão da nossa liberdade de culto"

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2011 as 1:10

O senador Marcelo Crivela (PR-RJ), autor da lei Federal 12.025 que colocou a Marcha para Jesus no calendário oficial do País desde setembro de 2009, prestigiou a 19ª edição do evento. “Tenho muito orgulho, muita honra de ter sido autor da lei que o congresso aprovou, o presidente Lula sancionou e Deus consagrou para que seja o maior evento evangélico, o maior evento da família cristã brasileira pelas ruas de São Paulo e que reverbera por todo o Brasil”, comentou emocionado.

Ele destacou a importância da igreja brasileira no evangelismo mundial e o papel da Marcha para a união das igrejas. “A Sociedade Bíblica do Brasil faz 6 milhões de bíblias por ano. Os EUA faz 3 milhões. A maior gráfica de bíblias do mundo está aqui – acabou de completar 100 milhões de Bíblias. A maior igreja cristã do mundo está aqui e unida vai romper as últimas fronteiras, as últimas barreiras e cravar a bandeira de Jesus em todas as nações da terra e ai sim poderemos erguer os olhos para ver a volta do nosso Senhor e cumprir a missão. Essa missão cabe a nós, não é outra nação, nem outro povo, é o Brasil e os brasileiros”.

Para o Bispo Crivela, a missão da Marcha de unir todas as igrejas é fundamental para os acontecimentos que vão marcar a volta de Cristo. Ele concorda que o Brasil caminha para ser o maior país evangélico do mundo, mas reforça a necessidade de usar os meios de comunicação de massa e todos os recursos para crescer a obra de Deus. Ele cita especificamente os países que ainda não foram alcançados pelo evangelho, como índia, China e os países árabes e a responsabilidade dos brasileiros nesse sentido. “É bom lembrar que o presidente Lula ajudou muito porque fez o BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. Ele recebeu o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, portanto abriu as portas do mundo árabe e era um presidente que não tinha vergonha de ser brasileiro. Quando ele pensou como nós, agiu como nós e sentiu como nós, ele conquistou o mundo. O futebol também nos ajuda muito nesse sentido. Pelé, Romário, Kaká, eles cumprem um papel importantíssimo. Eles vão na frente como embaixadores, como João Batistas, às vezes sem saber, para que a nossa tropa de evangelistas, missionários, pastores, mestres e apóstolos possam seguir atrás e encontrar povos com o coração aberto para o evangelho.

Essa é a grande missão do Brasil. Não faz sentido nenhum as igrejas brigarem quando o mundo aguarda por nós e o Senhor Jesus á porta dos céus aguarda que nós brasileiros cumpramos a missão e Ele possa voltar”.

Para o senador, não há político neste país, não existe movimento social, não há show de artistas e nenhuma outra força capaz de reunir milhões de pessoas que temos aqui hoje. “A força é Jesus. A marcha é para Ele. Os princípios e os valores que Jesus colocou nos nossos corações e que fundaram a civilização brasileira precisam ser ouvidos pelo Congresso e sobretudo pelo Supremo. Há valores sagrados que um dia nós juramos amar e preservar para sempre no nosso coração e no nosso país”, comentou.

Convertido aos 7 anos, enfrentou o preconceito

O senador Marcelo Crivela conta que nasceu em uma família católica e conheceu o evangelho ainda criança. “Com 7 anos, minha vizinha me levou à igreja Metodista, eu conheci Jesus, a Bíblia, me ensinaram sobre os heróis da Bíblia e eu me apaixonei e sempre trilhei pelo caminho do Evangelho”, afirmou. Ele lembra que, na época, estudava em uma escola chamada Manoel Cícero, no Rio de Janeiro, e foi o único menino que não fez a primeira comunhão. “Todos os demais fizeram e ai sofri um grande preconceito, não só dos meus colegas, mas do meu pai e da minha mãe que não entenderam a minha decisão”.

Ele aproveita e dá uma aula de história. “A minha geração pagou um preço pelo Evangelho, mas a geração anterior a minha foi pior ainda. Agora me vem à cabeça que, em 1870, Silveira Martins, que fazia parte do gabinete de Dom Pedro II, teve que renunciar porque naquela ocasião só católico podia ser deputado, senador e compor o ministério no governo de Dom Pedro.

Enfrentamos uma luta grande, desde o império até agora”, relata. Ele conta ainda que, na época do império, os evangélicos só podiam se reunir em lugares fechados e não podiam construir igrejas. “Hoje, nos vivemos em uma liberdade absoluta e eu fico muito feliz com isso. A Marcha é a expressão maiúscula da nossa liberdade de culto e espero que as autoridades brasileiras possam ouvir nossos princípios e valores”, finaliza.

Por Mônica Vendrame

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