Crivella: "Temos que esclarecer sobre as posições de Dilma"

Crivella: "Temos que esclarecer sobre as posições de Dilma"

Atualizado: Segunda-feira, 11 Outubro de 2010 as 12:02

  A bancada evangélica na Câmara e no Senado que apoia a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), se reúne nesta segunda-feira em Brasília para traçar as estratégias para o segundo turno. Segundo o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB-RJ), que deu uma coletiva nesta sexta-feira no Rio, a reunião foi convocada pelo deputado Walter Pinheiro (PT-BA) e reunirá, além do próprio Crivella, os parlamentares Gilmar Machado (Pt-MG), Magno Malta (PR-ES) e Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ). Nesse encontro, será tratado quais os líderes que participarão do programa de TV de Dilma e como serão as conversas com os pastores.

Segundo Crivella, o objetivo será desfazer os boatos que desde o primeiro turno se espalharam pela internet a respeito das posições de Dilma em relação ao aborto, a união homoafetiva com a adoção de crianças e a proibição de símbolos religiosos em repartições públicas. Crivella diz que a principal estratégia será usar a internet, por onde se disseminaram os boatos.

- Acho que temos que usar a internet, porque os boatos se disseminaram por ela. Conversar com aqueles pastores que tenham demonstrado preocupação, que fizeram os vídeos e esclarecer sobre as posições de Dilma - lembrou.

O ex-governador Anthony Garotinho também pode ser convidado para o encontro. Na última quarta-feira, quando Dilma fez uma carreata pela Baixada Fluminense, Crivella o colocou em contato com Garotinho por telefone e espera que nos próximos dias possa se confirmar o apoio do ex-governador a petista.

Crivella: Discurso tem que ser pela erradicação da pobreza

Na entrevista desta sexta-feira, Crivella focou no discurso de que é preciso eleger uma mulher e que a principal pauta do segundo turno deve ser a erradicação da pobreza. Ele dedicou também grande parte da sua fala a apontar os pontos os quais discorda do projeto de lei 122/2006 sobre a criminalização da homofobia. Para Crivella, o projeto é uma censura à Bíblia no momento em que um pastor ou padre poderia ser punido caso afirmasse que relações homossexuais seriam "pecado”.

O senador defendeu, no entanto, que a discriminação e violência física ou psicológica contra homossexuais sejam sim punidas por lei.

- O Brasil não aceita homofobia. Nenhum candidato que pregue a homofobia pode ser eleito. Homofobia é discriminar homossexual, pregar o ódio e não respeitar os direitos que ele tem por sua opção sexual. Mas queremos também que seja respeitada a divergência. Para os evangélicos, isso é pecado. O que não significa fechar as portas das igrejas e dos lares nem negar a eles amizade e respeito - afirmou.

Ainda de acordo com Crivella, numa reunião na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Sérgio Cabral foi proposto uma espécie de PAC da Baixada em que os parlamentares do Rio de Janeiro se comprometessem a destinar metade de suas emendas nos próximos dois anos para saneamento tanto da Baixada Fluminense quanto de São Gonçalo. Ele prevê cerca de R$ 1,2 bilhão em emendas dos parlamentares, recursos do governo federal e contrapartidas do governo estadual. As promessas de saneamento devem ser um dos temas focados pela campanha de Dilma no segundo turno.

Prefeitos da Baixada Fluminense e do interior do estado do Rio também se reúnem para apoio a Dilma

Prefeitos de oito cidades da Baixada Fluminense se reuniram nesta sexta-feira em Belford Roxo para coordenar o apoio à candidata de Dilma na região. Do encontro, resultou uma carta de intenções que será enviada ao comando da campanha petista, oferecendo apoio e sugerindo que Dilma realize caminhadas pelas cidades da Baixada Fluminense ou um comício único em Nova Iguaçu.

Segundo os prefeitos, eles pretendem reunir lideranças religiosas para discutir os boatos que se espalharam sobre as posições de Dilma sobre o aborto e a união homoafetiva, entre outros temas.

Eles contaram que na região, em cidades como Mesquita, os pastores receberam um CD de um religioso do Sul do país, com discurso contra Dilma. De acordo com os prefeitos, isso pode ter causado prejuízo à candidata na reta final do primeiro turno.

No interior do Rio, representantes dos onze municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste) também estão se mobilizando em uma frente pró-Dilma Roussef. O prefeito de Casimiro de Abreu, Antonio Marcos de Lemos Machado (PSC), se reuniu nesta sexta-feira pela manhã com o prefeito de Tanguá, Carlos Pereira (PP), para discutir a melhor forma de mobilizar o apoio dos prefeitos dos outros nove municípios do consórcio.

Além de Casimiro de Abreu e Tanguá, fazem parte do Conleste os municípios de Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim, Itaboraí, Maricá, Guapimirim, Magé, Cachoeiras de Macacu, São Gonçalo e Niterói.

  A bancada evangélica na Câmara e no Senado que apoia a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), se reúne nesta segunda-feira em Brasília para traçar as estratégias para o segundo turno. Segundo o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB-RJ), que deu uma coletiva nesta sexta-feira no Rio, a reunião foi convocada pelo deputado Walter Pinheiro (PT-BA) e reunirá, além do próprio Crivella, os parlamentares Gilmar Machado (Pt-MG), Magno Malta (PR-ES) e Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ). Nesse encontro, será tratado quais os líderes que participarão do programa de TV de Dilma e como serão as conversas com os pastores.

Segundo Crivella, o objetivo será desfazer os boatos que desde o primeiro turno se espalharam pela internet a respeito das posições de Dilma em relação ao aborto, a união homoafetiva com a adoção de crianças e a proibição de símbolos religiosos em repartições públicas. Crivella diz que a principal estratégia será usar a internet, por onde se disseminaram os boatos.

- Acho que temos que usar a internet, porque os boatos se disseminaram por ela. Conversar com aqueles pastores que tenham demonstrado preocupação, que fizeram os vídeos e esclarecer sobre as posições de Dilma - lembrou.

O ex-governador Anthony Garotinho também pode ser convidado para o encontro. Na última quarta-feira, quando Dilma fez uma carreata pela Baixada Fluminense, Crivella o colocou em contato com Garotinho por telefone e espera que nos próximos dias possa se confirmar o apoio do ex-governador a petista.

Crivella: Discurso tem que ser pela erradicação da pobreza

Na entrevista desta sexta-feira, Crivella focou no discurso de que é preciso eleger uma mulher e que a principal pauta do segundo turno deve ser a erradicação da pobreza. Ele dedicou também grande parte da sua fala a apontar os pontos os quais discorda do projeto de lei 122/2006 sobre a criminalização da homofobia. Para Crivella, o projeto é uma censura à Bíblia no momento em que um pastor ou padre poderia ser punido caso afirmasse que relações homossexuais seriam "pecado”.

O senador defendeu, no entanto, que a discriminação e violência física ou psicológica contra homossexuais sejam sim punidas por lei.

- O Brasil não aceita homofobia. Nenhum candidato que pregue a homofobia pode ser eleito. Homofobia é discriminar homossexual, pregar o ódio e não respeitar os direitos que ele tem por sua opção sexual. Mas queremos também que seja respeitada a divergência. Para os evangélicos, isso é pecado. O que não significa fechar as portas das igrejas e dos lares nem negar a eles amizade e respeito - afirmou.

Ainda de acordo com Crivella, numa reunião na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Sérgio Cabral foi proposto uma espécie de PAC da Baixada em que os parlamentares do Rio de Janeiro se comprometessem a destinar metade de suas emendas nos próximos dois anos para saneamento tanto da Baixada Fluminense quanto de São Gonçalo. Ele prevê cerca de R$ 1,2 bilhão em emendas dos parlamentares, recursos do governo federal e contrapartidas do governo estadual. As promessas de saneamento devem ser um dos temas focados pela campanha de Dilma no segundo turno.

Prefeitos da Baixada Fluminense e do interior do estado do Rio também se reúnem para apoio a Dilma

Prefeitos de oito cidades da Baixada Fluminense se reuniram nesta sexta-feira em Belford Roxo para coordenar o apoio à candidata de Dilma na região. Do encontro, resultou uma carta de intenções que será enviada ao comando da campanha petista, oferecendo apoio e sugerindo que Dilma realize caminhadas pelas cidades da Baixada Fluminense ou um comício único em Nova Iguaçu.

Segundo os prefeitos, eles pretendem reunir lideranças religiosas para discutir os boatos que se espalharam sobre as posições de Dilma sobre o aborto e a união homoafetiva, entre outros temas.

Eles contaram que na região, em cidades como Mesquita, os pastores receberam um CD de um religioso do Sul do país, com discurso contra Dilma. De acordo com os prefeitos, isso pode ter causado prejuízo à candidata na reta final do primeiro turno.

No interior do Rio, representantes dos onze municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste) também estão se mobilizando em uma frente pró-Dilma Roussef. O prefeito de Casimiro de Abreu, Antonio Marcos de Lemos Machado (PSC), se reuniu nesta sexta-feira pela manhã com o prefeito de Tanguá, Carlos Pereira (PP), para discutir a melhor forma de mobilizar o apoio dos prefeitos dos outros nove municípios do consórcio.

Além de Casimiro de Abreu e Tanguá, fazem parte do Conleste os municípios de Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim, Itaboraí, Maricá, Guapimirim, Magé, Cachoeiras de Macacu, São Gonçalo e Niterói.

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