Dando um jeito no jeitinho

Dando um jeito no jeitinho

Atualizado: Quarta-feira, 2 Dezembro de 2009 as 12

Seja pelo caráter emergencial em solucionar algum problema ou por se tratar muitas vezes da única saída para vencer a burocracia, o jeitinho está sempre presente no cotidiano brasileiro. Podemos até dizer que é quase impossível viver no Brasil sem ter que freqüentemente dar um jeito em alguma coisa. Será que esta realidade realmente não pode ser mudada? Será que ainda é possível dar um jeito no jeitinho?

"O prof. Lourenço Rega nos brinda a todos, em especial aos estudiosos da nossa cultura, com essa oportuna obra sobre uma das mais decantadas facetas do caráter nacional: o jeitinho brasileiro, tão arraigado aos nossos atos e costumes que pode ser comparado ao colesterol que circula em nossas veias, ou seja, tem seu lado positivo e negativo, bom e ruim."   - Dr. José Júlio dos Reis, Brasília, DF.  - Assessor Especial do Procurador-Geral da República

"Este teólogo e intelectual leva jeito: tem sensibilidade, talento e uma palavra clara e pedagógica. Este livro, centrado na ética, é advertência séria para leitura e reflexão".  - Dr. Aldo Fagundes, Brasília, DF. -  Ministro do Superior Tribunal Militar

No dia-a-dia da cultura brasileira, há um fenômeno chamado jeito ou jeitinho. Trata-se de uma índole latente no povo brasileiro que atua como uma força motriz ou inibidora de seu comportamento.

O jeito gera vários dilemas éticos, tais como a corrupção, a impunidade, a economia informal e a desobediência civil. Este quadro tem gerado questões muitas vezes de difícil solução quando analisadas sob a ótica do cotidiano da sociedade brasileira.

O dilema pode até mesmo tornar-se insolúvel. Como viver em um país em que a carga tributária é excessiva, a fiscalização é ineficiente e a corrupção e burocracia estimulam a evasão do sistema?

Nessas circunstâncias, que dizer ainda do caixa dois? O mau uso da verba pública pode ser apresentado como justificativa para ele? Afinal em um país em que hospitais parecem açougues e a aposentadoria parece piada não há porque pagar impostos, poderiam pensar alguns.

Mas o jeito nem sempre se apresenta como uma solução negativa. Ele revela também a capacidade criativa do brasileiro.

O autor, prof. Lourenço Stelio Rega, mestre em ética, vem pesquisando há vários anos essas diversas facetas desse fenômeno chamado jeito e suas implicações no dia-a-dia da sociedade brasileira.

Extensamente documentado, Dando um Jeito no Jeitinho - Como ser ético sem deixar de ser brasileiro é fruto da reflexão científica sobre a realidade brasileira, cujos matizes culturais geraram ?a sociedade do jeito?, com todas as implicações positivas e negativas dela decorrentes.

Autor: Lourenço Stelio Rega é Bacharel e Mestre em Teologia com especialização em Ética. É licenciado em Filosofia e Mestrando em Educação. Atualmente é diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo e reside na cidade de São Paulo.

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