De volta às origens, David Quinlan se apresenta em Curitiba

De volta às origens, David Quinlan se apresenta em Curitiba

Atualizado: Quarta-feira, 7 Julho de 2010 as 1:31

David Quinlan abre nessa noite, 7 de julho, a sexta edição da ExpoCristo, feira evangélica anual de Curitiba. O show demonstrará a volta do ministério Paixão Fogo e Glória às suas origens, com um rock menos pesado em relação aos últimos trabalhos. No final de 2009, integrantes da banda romperam com David Quinlan para apostar na valorização do hard rock.

"É um som novo, com muita adoração espontânea. O pessoal sempre gostou dos meus trabalhos antigos, inclusive os que mais tiveram repercussão no Brasil foram o 'Abraça-me', 'Fogo e Glória Curitiba', 'Águas Profundas'. Agora vem o 'No Infinito desse Amor', que tem recuperado, graças a Deus, o público que gostava dos nossos trabalhos anteriores. Eu vejo que as pessoas se identificam mais com o David de antigamente", observou o vocalista em entrevista ao GUIA-ME.com.br.

Para 2010, a previsão é de lançar ao menos duas novidades: o DVD "No Infinito Desse Amor", gravado no ano passado em São Paulo, e um CD em espanhol, com participação de Marcos Witt e Carlos Amorano. Também está em discussão um trabalho de louvor e adoração e outro que revele a nova sonoridade da banda.

Para informações sobre David Quinlan na ExpoCristo Curitiba, clique aqui .

Guia-me: Só nesse ano vão acontecer pelo menos quatro grandes feiras evangélicas em capitais diferentes. Você observa esses eventos como importantes pelo potencial evangelístico ou mais para refletir o momento de crescimento da religião evangélica no país?

David Quinlan: Eu acho que ambos. É uma oportunidade de exposição para o cristão conhecer o que o cristão mesmo está fazendo, em matéria de livros, produtos como camisetas, CDs, DVDs. É uma oportunidade maravilhosa para gente ver o que Deus tem feito na nação brasileira através de homens e mulheres daqui.

É também um evento evangelístico, porque a pessoa acaba levando mais alguém, um amigo, ou então aqueles que vão por curiosidade para saber o que está acontecendo e quando chega nessa feira vai obviamente ouvir falar sobre Deus e Jesus mais do que qualquer outra coisa.

É uma iniciativa maravilhosa que abrange os dois lados, tanto o cultural cristão, quanto o evangelístico também. Para mim é maravilhoso.

Guia-me: Quais novidades você pretende trazer para a ExpoCristo?

David Quinlan: Temos o nosso CD mais recente, "No Infinito Desse Amor". Infelizmente o DVD não ficou pronto, estamos batalhando com a produção. O CD em espanhol acabou de ficar pronto, mas não vai chegar a tempo infelizmente.

Vão ter os nossos DVDs de mensagens e também CDs de amigos que vão ser lançados, do Tito Cruz e da banda Odre. Temos aberto o leque de amizades e abraçado outros ministérios que estão em parceria com a gente, o que nos deixa bastante felizes.

Vão ter as bijouterias, que é algo diferente que temos oferecido ao público, como as cruzes, que geralmente eu uso como pulseira.

Guia-me: Você já gravou um CD em Curitiba, o "Fogo e Glória Ao Vivo". Como você analisa a resposta, a reação dos curitibanos em relação ao Evangelho? Você enxerga algo de diferente neles em relação a outras capitais?

David Quinlan: Diferente não. É um público bem aberto. Onde tem gente sedenta e faminta por Deus a gente gostar de estar no meio, de ouvir e aprender com essa turma. Eu sou suspeito porque eu gosto demais de Curitiba e dos curitibanos. Eles sempre receberam a gente como se fôssemos de casa mesmo. Eu amo essa turma. Eu sempre volto de qualquer evento em Curitiba felicíssimo pela resposta da turma, o retorno que recebemos depois via twitter.

É até uma covardia falar de Curitiba e do Paraná porque eu gosto demais dessa região. Em matéria de diferencial, eu repito, ao redor do Brasil, as pessoas que se identificam com a gente são as famintas e sedentas por Deus. Quando elas vêm, elas sabem que o nosso foco é Deus. Nós queremos a presença manifesta de Deus, o toque de Deus. Pois senão é apenas mais um evento, mais um show. Não somos transformados de eventos e eventos e muito menos de show em show.

Com rock menos pesado, objetivo da banda permanece o mesmo:

trazer a presença manifesta de Deus por meio da adoração espontânea.

(Foto: Alexandre Rodarte)

Guia-me: Em 2009, alguns integrantes deixaram o Paixão Fogo e Glória (PFG) por desejarem formar uma banda de "rock mais pesado". O que mudou no ministério com os novos integrantes? Qual é a nova cara do PFG?

David Quinlan: Está bem diferente. Hoje o PFG está tocando um som não tão pesado, um som que eu vinha buscando há muito tempo mas não conseguia em função da banda ter mais essa pegada de rock and roll pesado (risos). Embora eu tenha tentado mudar algumas vezes, eu não consegui.

Essa galera nova vem com um som mais parecido com o meu gosto e com o gosto também do público que tem nos ouvido pelo Brasil afora. Temos recebido bastante comentários de que voltei as origens do meu trabalho, não perdendo o pop rock, que é uma coisa que eu sempre amei.

É um som novo, com muita adoração espontânea. O pessoal está bem feliz. Não menosprezando os outros integrantes, de maneira alguma, eles têm o gosto deles e estão fazendo aquilo que gostariam de fazer.Mas o pessoal sempre gostou dos meus trabalhos antigos, inclusive os que mais tiveram repercussão no Brasil foram o "Abraça-me", "Fogo e Glória Curitiba", "Águas Profundas". Agora vem o "No Infinito desse Amor", que tem recuperado, graças a Deus, o público que gostava dos nossos trabalhos anteriores. Eu vejo isso, que as pessoas se identificavam mais com o David de antigamente.

Eu creio que foi algo legal, eles ficaram com o som deles e eu tive a oportunidade de resgatar algo que eu havia aberto mão. Hoje o retorno tem sido muito bom mesmo.

Guia-me: Mas a principal característica do PFG, que é a adoração espontânea, nunca foi abandonada.

David Quinlan: É a nossa marca quase que registrada (risos). Nunca abrimos mão disso, nem mesmo quando o som estava "rock rock". Eu creio que podemos fazer o melhor, pular, dançar, celebrar; ter o melhor solo de guitarra, bateria, baixo, teclado, violão, do que for. Mas se Ele não vier, a diferença na pessoa não ocorre.

O objetivo do meu ministério é a pessoa ser impactada, ela tem que ser mudada de alguma maneira por Deus através dos instrumentos, da palavra pregada ou cantada. Sempre foi o meu alvo a espontaneidade. Abrir mão disso jamais, eu não posso.   

Guia-me: Você tem alguma restrição com a adoração espontânea? Até que ponto ela não é cansativa?

David Quinlan: Eu acho que tudo depende da pessoa que está ministrando. Eu creio que você precisa estar "ligadão" em primeiro lugar no Espírito Santo, que é o ministro quando eu estou pregando, porque ele sabe como conduzir o cantor, o pastor. Ele sabe das carências das pessoas. Em segundo lugar é estar ligado no público. É preciso ver como ele está reagindo, se ele está entendendo aquilo que você está tentando oferecer. Em função disso, e ligado no Espírito Santo, você obviamente faz a adaptação necessária.

Guia-me: A adoração espontânea foi um dos motivos pela saída dos antigos integrantes ou não?

David Quinlan: Não, não, de maneira alguma. Eles não saíram de uma forma legal, você deve ter visto que eu descobri pela internet, mas eles deixaram bem claro que queriam um som mais pesado. Para mim, o que estávamos oferecendo já estava pesado demais (risos).

Eles foram atrás dos sonhos deles e eu estou atrás do meu.

Guia-me: O grupo tem realizado turnês em outros continentes. Você tem o desejo de gravar um DVD em outro país, na Irlanda por exemplo?

David Quinlan: Demais. Já cogitamos e sonhamos. Por enquanto estamos só engatinhando no que diz respeito a isso.

Eu acho que ainda mais interessante do que Irlanda, seria gravar num país hispano. Deus tem aberto muitas portas pra gente, o CD em espanhol está para sair com apoio da Canzion. O Macos Witt canta comigo, o Carlos Amorano que é um dos maiores ministros de louvor da América Latina também canta comigo. Para quem já ouviu está bem comentado.

Vamos para a Argentina mês que vem, se não me engano.  Tenho uma paixão muito grande por fazer alguma coisa com eles. A receptividade que temos na Argentina é praticamente a mesma que temos no Brasil hoje. O CD está para sair do forno e o próximo passo seria um DVD com eles lá.

Mas gravar na Irlanda é um sonho antigo. Pelas paisagens, pelo povo. Estamos orando.

"A unção despedaça o jugo e o que precisamos como cristãos é isso",

afirmou Quinlan.

Guia-me: O repertório dele é formado por músicas consagradas do PFG?

David Quinlan: Isso. Na realidade é o CD Liberdade em espanhol, mas com uma diferença, não tem a canção "Que a Minha Vida Cante a Ti" porque coloquei a do Antônio Cirilo, "Poderoso Deus", que usamos muito quando viajamos para fora. Ela foi remixada e masterizada nos Estados Unidos, então não tem nada a ver com a mixagem do Liberdade aqui no Brasil. Ela está com uma cara totalmente diferente. As cordas estão mais valorizadas do que aquela pegada mais rock que ouvimos no CD Liberdade do Brasil.

Está bem diferente, bem gostoso, um pouco mais light. Tem canções como "Abraça-me",  "Águas Profundas", "Filho de Davi", "Não há Ninguém como Tu", e quatro novas.  

Guia-me: O CD já tem título?

David Quinlan: Em português está Liberdade, em espanhol seria Libertad e em inglês Freedom. Uma vez que a banda que saiu lançou o nome Freedom, não te como usar esse título. Então estamos pensando em colocar "Livres para Adorar", que é uma das canções que eu tenho também no CD.

Guia-me: Existe outros planos para 2010 além desses dois lançamentos?

David Quinlan: Estamos com planos de um CD de adoração que o pessoal tem me cobrado há muito tempo, inclusive já tenho as canções separadas, ou aproveitar a sonoridade nova do ministério, com a qual o pessoal tem se identificado, e fazer um CD aproveitando as conferências de Curitiba e São Paulo. Estamos na semana de decisão.

Guia-me: Na sua opinião, qual a característica do PFG responsável não só pelo crescimento do grupo mas também por torná-lo um dos mais emblemáticos no estilo "louvor e adoração"?

David Quinlan: Tem muitas pessoas que se identificam com a gente. Priorizamos unção e excelência. Sabemos que a unção despedaça o jugo e o que precisamos como cristãos é isso. A diferença vem com a unção. A excelência é sem sombra de dúvidas muito importante. Ela tem o seu lugar de destaque e prezamos por isso também.

As pessoas vêm feridas, machucadas, famintas, sedentas, querendo liberdade e encontram isso no PFG. Elas sabem que o nosso foco é esse. A excelência está em segundo plano, mas é muito importante. O objetivo é a presença manifesta de Deus.

Por Felipe Pinheiro

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