Debate eleitoral invade igrejas de Ribeirão Preto

Debate eleitoral invade igrejas de Ribeirão Preto

Atualizado: Segunda-feira, 25 Outubro de 2010 as 8:50

A discussão sobre temas religiosos na campanha deste ano acabou levando a eleição presidencial para dentro das igrejas católicas e evangélicas.

Em Ribeirão Preto, oficialmente, as igrejas não defendem nenhuma candidatura. Mas, tanto pastores quanto padres defendem que a obrigação é orientar os fiéis sobre posicionamentos em relação ao aborto e ao casamento homossexual.

Orientação

O padre Júlio César Melo Miranda, da paróquia Nossa Senhora do Rosário, na Vila Tibério, chegou a distribuir antes do primeiro turno panfletos da Regional Sul da CNBB, com críticas ao programa de governo do PT, por defender o aborto e inclusive falou sobre o tema no jornal "Voz" da paróquia, distribuído no início do mês.

"O documento não havia nenhuma mentira. O PT defende em seu programa de governo a legalização do aborto. O atual governo também defende esta posição na sua política de Direitos Humanos", defendeu.

Ele explicou que não deve distribuir mais panfletos sobre o tema, porque os dois candidatos se comprometeram contra o aborto. Mas defendeu que vai continuar orientando os fiéis nas missas a seguirem o que determina a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de votarem contra o aborto e pela vida. "É uma questão de princípios e não de defender um ou outro candidato", disse.

Para o padre Agostinho, da Paróquia Santo Antonio, a eleição não deve ser levada para dentro da igreja. Tampouco religiosos devem se posicionar publicamente sobre os candidatos.

Para o pastor Sérgio Figueiredo, da Comunidade Missionária, a eleição acaba sendo discutida por toda a comunidade.

Segundo o pastor, a igreja não apoia um ou outro partido ou candidatura, mas admite que a questão do aborto e principalmente a do casamento homossexual tem sido discutida e é um tema que preocupa os evangélicos. "Temos a preocupação de que o estado obrigue o casamento homossexual".

O pastor minimiza a questão do apoio de igrejas evangélicas à candidatura Serra ou Dilma.

Segundo ele, não existe uma orientação da igreja no que se refere a apoio oficial a qualquer candidato.

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