Depois de sofrer assalto Membro da IURD cria sistema de segurança

Depois de sofrer assalto Membro da IURD cria sistema de segurança

Atualizado: Quarta-feira, 3 Novembro de 2010 as 9:48

m novembro deste ano, bandidos assaltaram um ônibus no Rio de Janeiro, que ia do centro da cidade para o bairro de Santa Cruz, na zona oeste. Armados com granadas e revólveres, eles ameaçaram explodir o veículo se os passageiros não lhes entregassem pertences e dinheiro. Outra cena de violência em coletivo aconteceu em 2000, quando o ônibus 174 foi sequestrado por quase 5 horas, por Sandro Barbosa do Nascimento, que manteve vários reféns sob a mira de um revólver. O incidente culminou com morte da professora Geísa Firmo Gonçalves.

Situações como estas podem estar com seus dias contados, isto é, se o “alerta luminoso”, um sistema de segurança em ônibus, projeto de Paulo Henrique Machado, 39 anos, for aprovado pela Fetranspor - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro. “Ele está sendo analisado pela diretoria de tecnologia e também se encontra com a Rio Ônibus. O governo do Estado e a Prefeitura também já têm conhecimento do projeto. Estou aguardando uma resposta para colocar o sistema em toda frota do Rio de Janeiro”, revela Paulo, que é mecânico e já patenteou sua invenção.

O inventor explica que o sistema pode ser instalado nos ônibus de quatro formas: nos lados, em cima, atrás ou na frente. A novidade pode ser acionada pelo cobrador, motorista, passageiro ou através do monitoramento em circuito de câmeras online. “Ao perceber um assalto ou ver que há um passageiro passando mal, o alerta luminoso pode ser acionado, chamando a atenção de qualquer pessoa, que pode imediatamente acionar a Polícia”, ressalta.

Como surgiu a ideia

Segundo Paulo, a ideia surgiu há um ano, quando ele foi vítima de um assalto na linha Alcântara/Vendas das Pedras, da empresa Rio Ita. Ele estava indo trabalhar como segurança freelancer de uma casa de shows em Itaboraí, quando foi rendido por assaltantes. “Eles colocaram a arma na minha cabeça, acharam que eu era policial e diziam que iriam me matar. Me identifiquei e graças a Deus me liberaram”, lembra.

Apesar do susto, Paulo conseguiu chegar ao trabalho. Na parte interna, viu várias luzes dentro do club, foi então que teve a ideia de criar esse sistema para inibir a ação de assaltantes em ônibus. “O sistema também pode ser instalado nas barcas para evitar acidentes como em casos de nevoeiro, em edifícios comerciais e residenciais, shoppings, bancos, veículos de passeio e comércio em geral”, analisa.

Membro da Igreja Universal do Alcântara, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, ele credita a ideia a Deus. “Foi Ele que me concedeu essa invenção. Se Deus não iluminar a mente da gente, nada acontece”, finalizou.

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