Deputado do PR-DF quer ser o primeiro líder evangélico na presidência da Câmara

Deputado do PR-DF quer ser o 1º líder evangélico na presidência da Câmara

Atualizado: Sexta-feira, 18 Janeiro de 2013 as 2:43

 

Ronaldo Fonseca, deputado pelo PR-DF, quer ser o líder evangélico a conquistar a presidência da Câmara.
 
Pastor da Igreja Assembleia de Deus, advogado e amante do debate, ele promete bater de frente com propostas que contrariam suas crenças.
 
O debate sobre o projeto da união civil entre pessoas do mesmo sexo deve ser decidido em votação, segundo o deputado.
 
“Se for para derrotar, que seja no voto. Comigo é assim, é no voto. Eles não querem. Esses grupos já pegaram vício do Parlamento. Eles fazem barulho, barulho. Quando propomos ir ao plenário, aí não querem, porque sabem que vão ser derrotados. Temem a derrota porque o Parlamento brasileiro é tradicional e conservador e somos um país cristão”, declara Ronaldo.
 
ronaldo fonsecaO projeto da legalização da prostituição, também da autoria de Jean Wyllys (Psol-RJ), um dos principais representantes da comunidade LGBT no Congresso, serão incluídos pelo deputado na pauta de votação.
 
“Vamos para o debate e votar. A sociedade brasileira quer a prostituição profissionalizada? Então vamos para o voto, ampliar o canal de acesso da sociedade com a Câmara. Quero ouvir a sociedade. Quem ganhar, levou, meu amigo. Democracia é isso”, afirma.
 
Sobre as leis de proteção aos homossexuais, Fonseca pondera sobre o é real ou não. "Eles querem ser especiais aonde? A homofobia, como eles dizem, não existe. Isso é uma ficção. A homofobia, para eles, é quem é contra a prática deles."
 
“Não pode é incitar a violência. Mas isso o Código Penal já disciplina. É burrice, besteira. Querem transformar isso em crime inafiançável, querem me tirar o direito de opinião”, critica.
 
Para ele, a opinião dos religiosos precisa ser respeitada por refletir outra visão de parcela expressiva da sociedade sobre o assunto. “Só digo que não concordo com a prática deles, porque, para mim, por questão de fé, é pecado como a prostituição e o adultério. É pecado e eu não aceito. Isso não quer dizer que você não possa ser gay”, emenda.
 
Pastor da Assembleia de Deus em Taguatinga (DF), o deputado afirma que sua visão religiosa não influenciará em sua eventual passagem pelo comando da Câmara. “Isso aqui não é igreja”, diz. Mas avisa: “Ditadura gay eu não aceito”.
 
 
com informações do congresso em foco
 

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