“Deus me chamou para pregar aos surdos”, diz pastor pioneiro no evangelismo em Libras

Ronilson Lopes convive com surdos desde criança e quando se converteu passou a ser intérprete nos cultos.

fonte: Guiame, com informações da Rede Super

Atualizado: Segunda-feira, 23 Abril de 2018 as 5:11

"Deus falou comigo claramente que Ele havia me chamado para pregar aos surdos", disse Ronilson Lopes". (Foto: Reprodução/Facebook).
"Deus falou comigo claramente que Ele havia me chamado para pregar aos surdos", disse Ronilson Lopes". (Foto: Reprodução/Facebook).

O pastor Ronilson Lopes de Almeida tem um trabalho pioneiro no Brasil. Desde a década de 90 ele se dedica em levar o Evangelho para os surdos. Seu contato com essa comunidade teve início logo na infância, convivendo com pessoas que têm deficiência auditiva.

Quando se converteu, Ronilson se tornou intérprete de libras em alguns cultos, mas foi anos depois que se consagrou pastor e iniciou o trabalho de inclusão de pessoas com deficiência auditiva, sendo pioneiro no Brasil.

“Aos 10 anos eu conheci um surdo em uma festa. Tinha um rapaz com a mão na caixa de som e com a outra ele sinalizava. Quando eu me aproximei dele, vi que ele era surdo. Então ele começou a me ensinar o alfabeto manual de sinais durante toda a festa eu fiquei do lado dele tentando me comunicar”, contou.

“Quando terminou a festa ele me convidou para ir em sua casa. Eu fui no outro dia, ele tinha uma família inteira surda, o pai, a mãe e mais quatro irmãos. E os amigos também estavam lá. E eu fiquei muito apaixonado com aquilo, eles me acolheram muito bem porque eu estava interessado em aprender”, relembra.

“Nessa época não havia Libras, havia línguas de sinais ou mímica. A língua de sinais é a Libras de hoje, mas naquela época não havia padronização da língua de sinais. Libras só foi reconhecido em 2002”, explica.

“Cada país tem a sua própria língua de sinais. O Brasil foi colonizado em 1857 por um francês que trouxe para o Brasil a linguagem francesa e fundou, a convite de Dom Pedro I, a escola de surdos do Rio de Janeiro”, contextualizou.

Pioneiro no Brasil

“A Lagoinha começou este trabalho em 1992”, disse ele se referindo a tradução dos cultos em Libras. “Eu cheguei em 1996. Uma missionária chamada Ângela, que era da Jocum, havia iniciado um trabalho com surdos e em 1996 quando eu cheguei, apenas 12 surdos participavam dos cultos”, disse.

“Eu era pastor da Igreja Batista Getsêmani em Vespasiano e também sabia Libras, mas não tinha um ministério com surdos. Eu era intérprete mas não tinha esse chamado que eu tenho hoje”, contou.

“Então Deus falou comigo claramente que Ele havia me chamado para pregar para surdos e não somente para ouvintes. Foi aí que eu comecei a me aproximar da Lagoinha como voluntário e como eu era da comunidade surda desde adolescente eles sabiam quem eu era”, ressaltou.

“Em 1996 eu promovi, na Lagoinha, um campeonato integrando as comunidades surdas com a igreja. Nós alcançamos 180 surdos para o Jesus. Foi uma explosão de surdos na igreja e o pastor Márcio Valadão fez o convite para eu assumir o ministério”.

Confira a entrevista na íntegra:

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