'Deus quer andar conosco assim como fazia com Adão e Eva', declara pastor

'Deus quer andar conosco assim como fazia com Adão e Eva', declara pastor

Atualizado: Sábado, 27 Novembro de 2010 as 5:46

'O amor do Pai e a comunhão dos filhos' foi o título da mensagem do período da tarde na 46ª Assembleia Geral da Igreja Adventista da Promessa.

No período da manhã o título foi 'O amor do Pai e a salvação dos filhos', e o pastor Hermes Pereira de Brito, vice-presidente da IAP, falou sobre a singularidade da salvação.

Evidenciar que o amor é a essência da comunhão do Pai foi o foco da palavra ministrada pelo pastor José Wilbert Magalhães. O pastor começou a mensagem citando o fato de a manifestação do amor de Deus por seus filhos ter sido através do evento histórico da cruz de Jesus. "Sua obra na cruz é a prova mais contundente de que somos amados pelo Senhor".

A amizade entre Deus e o ser humano na época do Jardim do Éden, foi relembrada por José Wilbert. "Ao entardecer Deus vinha e caminhava para conversar com Adão e Eva. O Pai amoroso tomava um chá da tarde com seus filhos, mas infelizmente o pecado destruiu essa amizade e o homem declarou guerra contra Deus".

A morte de Cristo, como disse o pastor, serviu para selar a paz de Deus com os humanos. "Deus não é pai só de nome e nem é pai ausente. Ele quer ser nosso amigo porque Ele nos ama", exclamou.

José Wilbert relacionou três verdades sobre o amor de Deus: 'o amor de Deus precisa ser percebido; o amor de Deus pode ser experimentado; e o amor de Deus deve ser correspondido'.

Comunhão com o semelhante

Após a palavra de José Wilbert, o pastor Alexandro Jorge da Silva, ministrou a segunda parte da preleção. "A evidência externa da nossa comunhão com o Pai é a nossa comunhão uns com os outros", afirmou.

A leitura da passagem de I João 1:7 deu o embasamento para a fala do pastor: 'Se andarmos na Luz temos comunhão uns com os outros'. "Quer saber se o irmão tem comunhão com o Pai? Verifique sua comunhão com o seu semelhante primeiro. Quer saber se você tem comunhão com Deus? Analise como você trata o seu próximo", ponderou ele.

Alex listou ainda os quatro níveis de relacionamento existentes: "Nível do homicídio, o nível mais baixo que uma pessoa pode se relacionar com outra; nível da inimizade, exemplificado pelo ódio que alguém sente pelo outro; nível da indiferença, você não precisa odiar o irmão para pecar, apenas o ignore e seja indiferente à necessidade dele e você cometerá o pecado da mesma forma; nível do sacrifício, a forma mais elevada de relacionamento. A forma como o próprio Cristo se relaciona conosco".

Para concluir, o pastor frisou que se alguém quer aprender como se relacionar com as pessoas, basta observar como Cristo o faz. Com alegria, toda a Igreja entoou o louvor que diz que 'por mais que as trevas militem e nos tentem separar, com nossos olhos em Cristo, unidos iremos andar'.

Uma comunhão que vale a pena

O pastor Alan Pereira Rocha foi o preletor da terceira parte da palavra de tema 'O amor do Pai e a comunhão dos filhos'.

"Será que vale a pena ter comunhão com Deus?", indagou o pastor, que respondeu à pergunta com base no apóstolo João que, segundo ele, mostra que vale a pena ter essa comunhão. "Podemos encontrar ou ter diversos resultados em nossa caminhada cristã", ponderou.

Alan apresentou três resultados alcançados através da comunhão com o Pai: o coração tranqüilo, a oração respondida, e a presença do Espírito Santo. Dentro desses três resultados, ele também destacou o fator 'obediência' como primordial para o relacionamento com Deus.

"É o sangue de Jesus que nos dá acesso à presença do Senhor (...) A avenida que liga ao Trono da Graça está aberta", bradou o pastor.

Por Juliana Simioni

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