Dez Valores para um Ministério de Artes

Dez Valores para um Ministério de Artes

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 4:15

1. Criatividade Encontre formas criativas de incluir novos elementos de adoração e novas formas de comunicar a palavra de Deus. Busque, com a graça e poder de Deus, surpreender sempre a congregação. A ordem dos cultos não deve se tornar previsível. Podemos constantemente buscar formas de dar o próximo passo. Quais são as novas formas de conseguir que as pessoas experimentem a Deus? 2. Intencionalidade

A criatividade precisa estar fundamentada na intencionalidade. Isso vai nos ajudar a manter o foco. A criatividade é maravilhosa, mas se não for direcionada, acabamos perdidos. É preciso ter cuidado para garantir que não estamos usando a arte simplesmente para sermos “artísticos”. Devemos ter uma missão e propósito claro para tudo que fazemos em nossos cultos. E essa missão e propósito precisam estar alinhados com a missão geral e estratégia da igreja. Tenha certeza de que seu ministério está centrado na Bíblia e teologicamente correto. Seja intencional sobre o fluir da ordem do culto. O que é necessário para a “passagem” de um elemento para o outro? A congregação tem oportunidade de processar o que está sendo apresentado? 3. Excelência

Definimos excelência como “Fazer o melhor possível com o que está ao seu alcance.” Em I Sam. 16:18, Davi disse que ele não queria oferecer ao Senhor algo que não lhe custasse nada. Ele queria dar o melhor ao Senhor. A excelência não é igual ao perfeccionismo. Perfeccionismo é uma obsessão doentia que não honra a Deus. Muitos artistas lutam com o perfeccionismo. Não importa o que fazemos, devemos fazer tudo para Deus e não para os homens. Não hesite em pedir esse tipo de excelência de seus voluntários. 4. Avaliação

A avaliação está intimamente ligada à excelência. Não podemos melhorar se não identificarmos o que deu certo e errado. Isso implica numa delicada combinação de celebrar o que funcionou bem e construtivamente dialogar sobre o que não funcionou. 5. Processo

Se não dermos a atenção devida ao processo do ministério e à integridade desse processo, pagaremos caro. Eventualmente os voluntários não terão mais interesse em participar. Então, você precisa estar sempre perguntando: esse processo honra a Deus e valoriza as pessoas? Isso está diretamente ligado ao nosso caráter e integridade pessoal. 6. Autenticidade

Seus artistas estão atuando com autenticidade, seja cantando, dançando ou tocando? Estão agindo de forma artificial, forçada ou natural? Estamos expressando e demonstrando a verdade através das pessoas que participam em nossos ministérios? As pessoas que freqüentam nossas igrejas estão decidindo se acreditam ou não em nós. Avaliam se estamos fazendo um show ou transmitindo a verdade, se buscamos atrair atenção para nós mesmos ou comunicar e servir da melhor maneira possível. Precisamos identificar e eliminar qualquer coisa que se pareça com orgulho, ou algo feito apenas para atrair atenção ou algo que é feito com a motivação errada. Precisamos criar arte que retrata de forma honesta a condição humana, porque as pessoas que estão nos ouvindo sabem quando não estamos sendo honestos. 7. Comunidade

Além dos frutos que resultam de nossos ministérios, acho que o sentimento de comunidade é o maior benefício. Precisamos encontrar uma forma de viver ministério que nos permite ter alguns daqueles momentos em que nos conectamos uns com os outros, quando estamos sendo uma expressão viva do amor de Cristo uns para com os outros, e transformando nossas equipes em uma comunidade. 8. Liderança

Essas comunidades precisam de liderança. O dom da liderança é essencial para construir um ministério de artes eficaz. Não podemos ter medo de liderar. Deus irá nos guiar e nos dará a orientação necessária. Muitas vezes artistas sentem-se inseguros, desanimados e mal-compreendidos. Enquanto buscamos pastorear nosso rebanho, precisamos pedir ao Espirito Santo que nos ajude a escolher nossas palavras cuidadosamente e saber quando precisamos lançar desafios e quando usar de mansidão e sensibilidade. 9. Corações e Vidas bem Ordenadas

O maior presente que podemos oferecer às nossas igrejas não é o nosso talento. O que podemos fazer de mais importante é aquilo que Jesus nos ensinou: permancer nEle. Precisamos praticar as disciplinas espirituais que vão ajudar a desenvolver nosso caráter. Faça um compromisso de encontrar momentos de solitude onde você possa examinar e avaliar se a sua vida está bem-ordenada. Tudo que fazemos deve ser fruto desse equilíbrio resultante de vivermos com Cristo no centro de nossas vidas. 10. Momentos Transcendentes

A despeito de planejarmos um culto voltado para descrentes ou cultos de celebração, nosso alvo é preparar cada elemento do culto de forma que Deus possa usá-lo para tocar a alma humana profundamente – deixando que as pessoas experimentem Sua verdade e presença. As pessoas devem sair mudadas de alguma maneira. Teremos falhado terrivelmente se nossos cultos forem considerados criativos ou interessantes, mas não trouxeram mudança de vida com o passar do tempo. Por Nancy Beach

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