Dia do Capelão é comemorado no Salão Nobre da Câmara Municipal de SP

Dia do Capelão é comemorado no Salão Nobre da Câmara Municipal de SP

Atualizado: Segunda-feira, 1 Dezembro de 2008 as 12

Da Redação

Em celebração ao Dia do Capelão, que aconteceu ontem, 30 de novembro, o Centro Nacional de Capelania Geral (CNCG) homenageou na última quinta-feira, 27, no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo, a figura da "Capelão" em razão dos seus serviços em prol o Reino de Deus. Louvores, danças, pregação e oração transformaram o ambiente reconhecido por sediar eventos solenes num culto de adoração a Deus.

O vereador Paulo Franges (PTB), autor do projeto que instituiu o Dia do Capelão no calendário oficial da cidade de São Paulo, esteve na sétima edição do evento. Segundo Franges, que é médico cardiologista há 32 anos e tem uma ligação estreita com a capelania no segmento hospitalar, "ela não tem o reconhecimento devido dos órgãos governamentais e das instituições do governo. É reconhecida pela sociedade, que sabe que quando precisa pode contar com atendimento humanizado do capelão".

Para que o serviço de assistência espiritual ganhe mais visibilidade e tenha o seu valor compreendido pela esfera governamental, o vereador entende o papel dos meios de comunicação de forma preponderante. "O Dia do Capelão tem como finalidade fazer com que a sociedade ouça, e que possa reverberar através dos meios de imprensa, para que o governo acorde para isso". As atividades dos capelões devem, de acordo com Franges, ser reconhecidas como uma profissão, com direito a aposentadoria e a financiamentos sustentadores. "Eles fazem o trabalho com amor e nós não temos como ressarcir as despesas de locomoção, por exemplo. (...) Não queremos nada além do mínimo para a sobrevivência da atividade de capelania, para que ela possa se expandir e se multiplicar".

As diversas denominações evangélicas têm percebido a importância da capelania brasileira, que neste ano comemorou algumas vitórias. Em entrevista ao Guia-me , o pastor Micmás Pereira, presidente da CNGC falou sobre algumas delas: "A Casa Parlamentar foi a primeira Casa de Leis a oficializar a capelania como um trabalho de apoio, encorajamento e ajuda espiritual integral para os 55 vereadores, funcionários dos gabinetes e familiares de ambos. Outras conquistas foram a atuação nos conselhos tutelares e nas áreas militar, universitária e social".

Por meio de treinamentos em igrejas que tem cedido espaço, o CNCG, aos poucos, tem difundido a importância do serviço de capelania para as denominações menores. "Acreditamos que pastores estratégicos e igrejas mais expressivas em São Pauloe, no Brasil, podem fazer a diferença quando acreditam e implementam esse trabalho nas suas instituições. Assim, elas poderão influenciar outras pequenas igrejas que estão ainda muito focados em suas atividades internas", afirmou o pastor Micmás.

Outra reivindicação, além do projeto já aprovado, é um espaço a serviço da capelania dentro da Casa Parlamentar. De acordo com a doutora e chefe de gabinete, Teresinha Neves, "esse serviço vai atender as necessidades de quem quer que seja. A proposta é que seja cedida uma sala na Casa e que nessa sala haja um roteiro de horários, uma agenda, para que a pessoa possa atuar. Que a mesa diretora da Câmara perceba que isso é importante, que o funcionário dessa Casa vai trabalhar melhor, vai receber amor, carinho e oração. Essa questão espiritual vai ser mais relevante".

Chorar com os que choram Após a oração de agradecimento a Deus pelos trabalhos realizados durante o ano de 2008, o pastor Micmás Pereira falou sobre ser discípulo de Jesus. "Deus plantou uma semente de amor em cada um de nós", afirmou Micmás que prosseguiu falando a respeito de ser capelão, cujo propósito é dar continuidade as obras de Jesus Cristo e exercer o trabalho de pastoreio. "Capelania é ouvir, aconselhar. É chorar com os que choram", resumiu o pastor.

Participação da banda Kadoshi O evento, que contou entre outras apresentações musicais, com a presença da banda Kadoshi, resgatou uma peculiaridade do ministério de Jesus na terra: a quebra de protocolos. "No começo as pessoas ficaram um pouco com vergonha de dar um 'Glória a Deus', mas depois todos se soltaram", comentou ao Guia-me a doutora Teresinha Neves, que aproveitou para declarar o Reino de Deus na maior Câmara Municipal do país: "Aonde colocarmos as plantas dos nossos pés, isso será nosso".

Silas Furtado, líder e vocalista da banda Kadoshi, nunca tinha participado da celebração. "O autor da vida estava aqui e Ele já quebrou protocolos há dois mil anos. Estamos dando continuidade ao que Ele fez", afirmou Furtado, que levou além da banda, o coral e os dançarinos.

Para conhecer mais o serviço do Centro Nacional de Capelania Geral, clique aqui .

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