Dilma diz que carta dá a pastores "instrumentos" para combater "boatos"

Dilma diz que carta dá a pastores "instrumentos" para combater "boatos"

Atualizado: Terça-feira, 19 Outubro de 2010 as 8:13

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (15), em São Paulo, que a carta intitulada “Mensagem da Dilma” servirá de instrumento para que religiosos desmintam boatos de que ela é a favor do aborto.

 "A carta é uma manifestação que dá aos pastores que apóiam minha candidatura os instrumentos necessários para combater a central de boatos que assolam o país”, disse a candidata após reunião com profissionais da educação, no Sindicato dos Metalúrgicos.

Nesta tarde, a campanha da petista distribuiu a lideranças religiosas uma carta aberta na qual Dilma defende a liberdade religiosa, afirma ser "pessoalmente contra o aborto" e se compromete, se eleita, a "não propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto".

Ainda após o evento com professores em São Paulo, a candidata destacou que o Brasil é um Estado laico e disse que está havendo uma apologia do "ódio religioso" na campanha eleitoral.  "Não se pode instigar o ódio religioso para ganhar a eleição. Não se pode falar que um candidato é a favor da morte de criancinha. Isso é, de fato, medieval", afirmou.

A candidata disse esperar que com a carta a "verdade triunfe" e afirmou que o documento  é dirigido "a todos aqueles atingidos pelos boatos, a quem quiser utilizar, católicos, cristãos."

Carta

Na carta sobre temas polêmicos, Dilma apontou "adversários eleitorais" como responsáveis pela difusão de "calúnias e boatos". "Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais", diz a petista no documento.

Além de se posicionar contra o aborto, a candidata afirma que não irá adotar, em um eventual governo, medidas que venham a alterar "temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no país". A candidata petista faz referência ao Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) e afirma que, se eleita, não irá promover iniciativas que "afrontem a família".

Sobre o Projeto de Lei Complementar 122, em tramitação no Senado, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais, Dilma afirma que "será sancionado no meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil."

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