Discussão sobre a 'cura' de gays vira confusão na Câmara dos Deputados

Discussão sobre a 'cura' de gays vira confusão na Câmara

Atualizado: Quinta-feira, 28 Junho de 2012 as 1:59

No início da tarde dessa quinta-feira, 28 de junho, bate-boca e confusão marcou o fim da audiência pública na Comissão de Seguridade da Câmara dos Deputados para discutir o projeto de decreto legislativo 234/11, conhecido como projeto de "cura" dos homossexuais.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), a proposta susta a aplicação de dois dispositivos da resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP). O regulamento do CFP proíbe profissionais de usarem a mídia para reforçar preconceitos contra grupo de homossexuais ou propor tratamento para "curá-los".

Alegando uma composição da mesa 'pouco equilibrada', o CFP não aceitou ao convite para participar da audiência. A psicóloga Marisa Lobo foi uma das participantes que falou na audiência. Ela defende o atendimento psicológico a pessoas que buscam mudar a orientação sexual.

"Ser cristão não significa ser alienada", disse a psicóloga para uma plateia que revidava a chamando de 'barraqueira'. As falas de Marisa Lobo geraram bate-boca entre ela e representantes do movimento gay.

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e a deputada Érika Kokay (PT-DF) criticaram o projeto e se retiraram pouco depois de se posicionarem. 

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O deputado Roberto de Lucena (PV-SP), relator do projeto, leu trechos do manifesto do CFP em repúdio à proposta. Por ler apenas algumas partes, integrantes do movimento gay começaram a ler o texto na íntegra, provocaram nova confusão e foram retirados da Casa por seguranças.

"Essa foi uma audiência para a comunidade evangélica e pela comunidade evangélica. Não houve uma discussão democrática", disse Luth Laporta, da Companhia Revolucionária Triângulo Rosa.


com informações do Último Segundo 

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