Disputa por votos evangélicos já começou em Pernambuco

Disputa por votos evangélicos já começou em Pernambuco

Atualizado: Terça-feira, 18 Outubro de 2011 as 9:10

O estado é laico, mas o crescimento político passa pelas igrejas, principalmente as evangélicas. Não foi à toa que muitos articuladores partidários concentraram suas forças nessas instituições durante o período de filiação. Olheiros em busca de candidatos, assim podemos resumir a movimentação dos últimos meses. Um saldo parcial dessa procura no estado chega a 500 pessoas ligadas às igrejas entre os novos filiados. O principal partido a investir no grupo foi o PP. “Devemos ter aproximadamente 300 candidatos a vereador dentro do segmento religioso”, comentou o presidente da sigla, Eduardo da Fonte. A estimativa apresentada por ele é superior ao total de candidatos que o partido teve nas eleições passadas. “Em 2012 vamos superar os 1.000 candidatos (ao todo). A parceria com os evangélicos contribuiu muito para isso. Estamos em sintonia”, admitiu. Ele, porém, não vai estar sozinho. Apenas do PMDB serão sete candidatos evangélicos para a Câmara de Vereadores do Recife. No grupo estão pastores, radialistas e cantores como Miriam Pereira.

“Queremos conquistar as quatro cadeiras que o partido pretende atingir”, disse o vereador André Ferreira, articulador entre o partido e a igreja, na capital. Ele comentou ter sido procurado por muita gente, mas foi rigoroso na seleção. “O PMDB tem interesse de trazer muitos evangélicos, só que buscamos gente de representatividade dentro do segmento. Não se trata apenas de ser um membro. Procuramos formadores de opinião, conhecidos e com credibilidade”, afirmou.

Do lado socialista, um dos principais canais entre a política e religião foi o deputado estadual e presbítero, Adalto Santos e o deputado federal, Pastor Eurico. Até o momento, darão apoio a 25 candidatos evangélicos. Quantitativo que deve subir até o final do ano. “Muitas pessoas ligadas a igrejas se filiaram e querem ser candidatos”, comentou Adalto. Muitos desses nomes, porém, devem aparecer fora do PSB, em partidos aliados como PTB. “Procuramos descentralizar, afinal, todos são do grupo”, disse Adalto.

Os nomes serão lançados aos pares e em cidades estratégicas como Recife, Olinda, Caruaru, Petrolina e Jaboatão dos Guararapes. A imagem deles, porém, não será veiculada às igrejas a que pertencem. “Eles terão o nosso apoio, não o apoio da igreja enquanto instituição. A igreja trabalhou somente nas candidaturas de deputado estadual e federal (em 2010).”

O PRB é um dos poucos partidos que deve se aproximar do PP, em termos de números. O vice-presidente estadual da sigla, Renato Cruz, avisa que, um cenário prévio, aponta para mais de 50 candidaturas evangélicas espalhadas pelo estado. “Temos 102 diretórios, ou seja, o número pode ser bem maior”, lembrou. Em Recife, a articulação com as igrejas foi feita pelo vereador Alfredo Santana que já anunciou: “Vamos trabalhar com seis candidatos à Câmara na capital”.

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