Dois professores, um destino

Dois professores, um destino

Atualizado: Sexta-feira, 7 Outubro de 2011 as 10:32

Na década de sessenta, quando eu era um professor de Arte Industrial em uma grande Escola Distrital em uma cidade do Texas, costumava trabalhar em serviços de construção durante os meses de verão. Com frequência era contratado por particulares para fazer pequenos serviços que os empreiteiros do ramo não se esforçavam para pegar. Uma certa ocasião em um quente dia de verão, uma senhora me contratou para fazer alguns reparos em seu ar condicionado. Para poder fazer o serviço, era preciso uma chave de fendas bem curta (a qual eu não possuía) a fim de remover a tampa. 

Na loja 

Quando pagava pela ferramenta, um colega, também professor, entrou na loja. Balbuciei uma oração silenciosa endereçada à glória para que pudesse ter uma oportunidade de apresentar o evangelho para meu colega. Ao cumprimentar meu amigo e colega professor, por algum motivo o nome do Senhor foi mencionado. O Senhor havia respondido minha oração quase que imediatamente. Assim que o Senhor foi mencionado meu amigo disse: "Deixe-me contar a você como Deus me salvou gloriosamente há três anos." Para meu deleite aqui está o que ele me contou: 

Eu não iria 

"Minha esposa, Betty, e eu não frequentamos nenhuma igreja nos vinte anos de nosso casamento. Mas um de nossos amigos nos convidou para algumas reuniões especiais onde o Evangelho seria pregado. Não dei muita atenção ao que estava sendo falado; mas aparentemente Betty estava atenta. Quando o homem que pregava convidou aqueles que desejassem aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal para que fossem à frente, Betty me disse, 'Vamos!' Eu disse a ela que ela poderia ir mas que eu não iria. 

Estarei sendo um tropeço para Betty? 

Enquanto minha esposa estava na frente, lembrei-me de um versículo da Bíblia, que havia escutado quando minha mãe costumava ler para nós. Era o versículo que dizia que seria melhor para alguém que uma pedra de moinho lhe fosse amarrada no pescoço e lançado no mar do que vir a servir de tropeço para um pequenino que quisesse crer no Senhor. O pensamento que me veio foi, 'E se eu estiver servindo de tropeço para Betty!' Este pensamento realmente me preocupou e trouxe à minha alma um real sentimento de culpa. Achei que deveria também ir à frente, mas não o fiz. Grudei no encosto do banco da frente com tamanha força que os nódulos de meus dedos ficaram brancos. 

Uma obra terminada 

A reunião terminou, mas meu sentimento de culpa não passou. Estava tão profundamente abalado que achei que acabaria ficando louco. Minha intranquilidade era tão intensa que até mesmo na sala de aula, quando um aluno fazia uma pergunta, eu não me lembrava do que havia perguntado. Meu sentimento de culpa continuou por cerca de três semanas. Num Sábado de manhã eu estava pintando a garagem da casa de uma senhora e orando. Pintando e orando eu verdadeiramente buscava paz. De repente, enquanto orava, em minha alma raiou o pensamento: 'Jesus já fez tudo'. A obra consumada de Cristo tomava conta de minha alma e finalmente eu tinha paz. 

Um testemunho 

Aquilo havia acontecido, conforme me disse, três anos antes de me relatar o fato. Ele continuava seguindo alegremente em sua recém descoberta fé no Senhor Jesus Cristo. Após o início das aulas naquele outono, assim que terminou uma reunião dos professores de Artes Industriais, estávamos, eu e ele, conversando. Vários de nossos colegas chegaram perto e ele lhes falou abertamente, dizendo, "Estávamos conversando sobre como é maravilhoso ser Cristão." 

Um destino 

Seria maravilhoso ter mantido contato com ele para saber que caminho tomou, mas naquele distrito escolar com mais de dez mil empregados eu nunca mais tive muito contato com ele depois daquela reunião de professores a que me referi. Mas tenho certeza de que logo estaremos juntos. Na casa do Pai nas alturas.

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