Em entrevista, professora e pastora fala sobre a tragédia no Rio

Em entrevista, professora e pastora fala sobre a tragédia no Rio

Atualizado: Terça-feira, 12 Abril de 2011 as 11:39

O Brasil e o mundo estão chocado com a tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro. Um jovem de 23 anos invade uma escola em Realengo, zona oeste do Rio e atira em várias crianças e adolescentes. Até o momento, há 12 mortes (10 meninas e 2 meninos) e 12 feridos. A idade das vítimas gira em torno de 12 a 15 anos. O ocorrido reflete um dilema que muitos Professores da rede pública enfrentam no seu dia-a-dia a falta de segurança e a violência no ambiente escolar. Alguns noticiários locais têm apresentado diversas matérias com cenas de violência nas escolas públicas. Desta vez, a violência veio de forma diferente e de modo aterrorizante. Um ex-aluno assume a figura de um atirador e destrói sonhos, ceifando “brasileirinhos”, como disse a nossa presidente Dilma Rousseff. A pastora Simone Coffaro, que atualmente exerce o seu chamado na Renascer São Cristóvão (RJ), é professora de educação física da rede pública. Casada com o pastor Marcelo Carvalho, mãe de três filhas, sendo duas adolescentes, fala do ocorrido com muita propriedade.

Igospel – Há quanto tempo você está no magistério e para que faixa etária você leciona atualmente? Simone Coffaro - Por incrível que pareça, dou aula desde os 16 anos, já estou com 42. E estou há 14 anos em colégio público como concursada, mas já trabalhei outros anos como contratada e fiz estágio no município. Já lecionei no ensino fundamental, mas já têm uns sete anos que só leciono para o ensino médio.

Como você vê a educação em nosso país? Abandonada. Não só pelos órgãos governamentais, mas por todas as esferas da sociedade, tais como: família, empresa e por aí vai.

Como Professora e pastora, como você vê desempenha a sua função em sala de aula? Ou seja, na sala de aula você é a pastora ou a professora dos adolescentes? Procuro excelência no meu trabalho, tanto nos conteúdos como na abordagem deles, no entanto Cristo vive em mim, é delicioso vê-los muitas vezes me chamarem de pastora, faço aconselhamentos, orações e até mesmo ministrações. Sinto-me privilegiada por esse acesso que Deus me deu.

Como educadora, como você encara o episódio que aconteceu na Escola Tasso da Silva, em Realengo, zona oeste do Rio? É a prova incontestável do clamor de muitos professores. Hoje em dia, qualquer pessoa entra em nossas escolas. Estamos vulneráveis.Na sua opinião, há segurança nas escolas? Nenhuma. E quando é solicitado o apoio da polícia nos expomos mais ainda, porque não é permanente, então aprendemos a procurar outras soluções. Vivemos pela fé.

Que mensagem você enviaria para os professores de nosso país? Creio que professor é mesmo uma pessoa de fé, ele acredita na transformação. Não se conformem com este século, não sejam limitados nos seus sentimentos. A escola é nossa.

As crianças de nosso país têm sido vítimas de vários ataques como, por exemplo, violência doméstica, crimes de pedofilia e agora, assassinato em escola. Como vê enxerga todos estes ataques? Eu enxergo como atuação de principados em nossa nação, contra os quais a igreja precisa lutar e fazer retroceder.

O Rio de Janeiro tem sido alvo de grandes tragédias recentemente. Neste sentido, qual é o seu sentimento em relação a tudo o que tem acontecido? O mundo inteiro está olhando para o Rio, por várias razões: Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, sua beleza, sua violência. Satanás é um espírito presepeiro, adora aparecer. E junto com essa abertura natural para a vinda dos povos, também migram vários demônios. E as autoridades consagram, na sua ignorância, as atividades e construções à entidades. Só existe uma instituição habilitada para mudar isso: a igreja viva de Jesus Cristo.  

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