Enéas Tognini comemora 95 anos em culto especial na Igreja Batista do Povo 40SP41

Enéas Tognini comemora 95 anos em culto especial na Igreja Batista do Povo 40SP41

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Por Felipe Pinheiro

Cerca de 900 pessoas lotaram o templo da Igreja Batista do Povo (IBP) na última segunda-feira, dia 27 de abril, no culto de celebração a Deus pela vida do pastor Enéas Tognini, que completou 95 anos no último dia 20 de abril. Entre elas, líderes batistas, assembleianos, presbiterianos, metodistas, entre outros, reuniram-se para prestar as homenagens. "Queremos comemorar os feitos do Senhor através da vida dele", afirmou o pastor Jonas Neves, líder da IBP.

Sucessor de Enéas Tognini, que é fundador da denominação Batista do Povo, Jonas destaca a semelhança entre os dois ministérios. "Temos a mesma visão de evangelismo, baseada na mensagem de renovação espiritual, numa Igreja comprometida com a Palavra e com os dons do Espírito Santo".

Reconhecido como um dos estimuladores do despertar espiritual das igrejas tradicionais nas décadas de 50, 60 e 70, Tognini revelou, em entrevista ao pastor Jonas Neves, em breve publicada em DVD, que sentia aversão ao movimento pentecostal. "Eu detestava pentecostal. Um dia colocaram na minha cabeça que isso era do diabo. Mas com a literatura da Dona Rosalee Appleby (encorajadora do avivamento nas igrejas evangélicas brasileiras durante a década de 50), de repente eu comecei a sentir algo diferente".

Foi numa manhã de 1958, após uma experiência sobrenatural, que Tognini sentiu o que seria toque de Deus nos demais anos de ministério. "O Céu era de bronze. Eu fiquei então cerca de duas horas ajoelhado. Levantei-me, sentei na cadeira com os cotovelos apoiados na mesa do escritório e disse: "Oh, Deus! Porque não me respondes? Então eu ouvi a voz de Deus: "Eis que eu estou para fazer uma coisa nova&".

Desde então, o pastor entregou o que, segundo ele, ocupava um espaço de reverência dentro de seu coração. "A biblioteca era um dos meus ídolos. Eu me deleitava nela. Deus então me pediu a biblioteca, pois Deus não pede coisa fácil". Depois de entregar mais três ídolos, entre eles a família, o melhor de Deus revestiu a vida do pastor Tognini. "Veio poder sobre mim. Poder, poder e poder que eu não sei explicar", relatou.

Tognini, em entrevista ao Guia-me , entende que o avivamento é uma realidade no Brasil, mas que pode ser compreendido de duas formas. "Existe primeiro o avivamento para a Igreja. São aquelas reuniões animadas quando o Espírito Santo desce com grande poder e então domina o auditório. Em segundo lugar, é o avivamento da pátria ou no mundo. O que vai resolver o problema do Brasil não é Lula nem outro qualquer. Quem vai resolver o problema do Brasil é Jesus Cristo".

Noite de homenagens

Estiveram presentes no culto especial líderes que vêem no pastor um exemplo de integridade e compromisso com a obra do Senhor. "Quando ele começou o movimento de renovação espiritual no Brasil a minha Igreja foi muito abençoada. Começamos então a fazer um encontro com Deus em que o Pr. Enéas Tognini era um dos líderes. Eu aprendia muito por ele ser um homem de busca pelo poder de Deus", disse Edson Queiroz, pastor da Primeira Igreja Batista de Santo André (SP).

"A minha palavra para ele é gratidão. Ele inspira a minha vida desde que eu tinha 18 anos com os seus escritos. É gratidão e louvor a Deus pela vida preciosa dele", afirmou ao Guia-me o Rev. Jeremias Pereira da Silva, da Oitava Igreja Presbiteriana em Belo Horizonte (MG), responsável pela pregação da noite. Em referência a João Batista (João 1:6-9), Jeremias destacou a figura de Enéas Tognini como um homem enviado por Deus. "O Senhor envia homens para nos abençoar e eles deixam a marca na nossa história e na nossa vida. É o que nos inspira a sermos melhores crentes e pastores".

"Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam" (Isaías 40:31). "Este é o pastor Enéas", disse emocionado Rudi Zimmer, diretor executivo da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), da qual Tognini é presidente até o início do próximo semestre, quando será realizada uma nova eleição.

Fez parte das homenagens o louvor do coral Doxia, da Igreja Batista do Povo. Com um repertório essencialmente clássico, as músicas foram selecionadas de acordo com a ocasião. "Sabemos que ele gosta muito da Aleluia da Haendel. O encerramento também fica bacana com essa música que tem tudo a ver com essa celebração e possibilita encerrarmos o culto dizendo aleluia para glorificar o Senhor", disse o maestro Rubens Espada.

A data do culto especial também ficou marcada como o dia do lançamento da edição comemorativa do livro "Você quer ser Cheio do Espírito Santo?", de autoria do pastor Enéas Tognini.

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  Fotos: Getúlio Camargo

Colaboração: Adriana Amorim

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