Entrar no reino de Deus traz ao ser humano a consciência de que ele é devedor do seu próximo

O reino de Deus traz ao ser humano a consciência de que ele é devedor do seu próximo

Atualizado: Terça-feira, 8 Janeiro de 2013 as 9:22

 

“E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico.
E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali.
E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.
E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.
E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.
E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.
E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.
Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Lucas 19:1-10
 
Desde os dias de Jesus podemos perceber que a maioria das pessoas se aproximava dele buscando resultados imediatos para os seus problemas. Não é novidade para ninguém: as multidões querem as bênçãos. E Deus é abençoador. Jesus continua curando e fazendo maravilhas pelo seu poder. Somos agraciados com curas, provisão, milagres que nos impressionam. Mas os milagres e a atuação sobrenatural de Deus são apenas uma isca, parte de uma porção muito maior que precisamos prosseguir em conhecer.
 
Apenas quem se propõe a ser um discípulo experimenta do privilégio de compartilhar do coração e da intimidade com o Senhor. Seus pensamentos, seus segredos, sua vontade, sua profundeza, são revelados apenas para quem se entrega a Jesus por completo. Esta é a maior riqueza que um ser humano pode ter: conhecer a Deus. O que diferencia alguém da grande e unânime multidão que clama por bênçãos é o desejo de conhecer QUEM é Jesus. E a consciência de que não se pode viver sem esta pessoa, seus pensamentos, seu caráter e sua vida, fez Zaqueu se posicionar de forma diferente. Ele rompeu até mesmo a barreira da limitação física, para conhecer quem era Jesus.
 
O Senhor detecta de forma maravilhosa e é sensível ao que deseja conhecê-lo. “Buscar-me eis e me achareis quando me buscardes de TODO o vosso coração” Jeremias 29:13. Deus se achega a quem se achega a Ele. “Chegai-vos a Deus e ele se chegará a vós.” Tiago 4:8.
 
A salvação genuína SEMPRE vai gerar atitudes que demonstram o arrependimento. Foi isso que Zaqueu fez. Ele não pediu bênçãos a Jesus (parece que ele teve a consciência de que já havia sido abençoado por conhecer Jesus) “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo.” Efésios 1:3. Ele se dispôs a abençoar outros.
 
Zaqueu se propôs: irei restituir aos outros o que tirei deles: coisas, alegria, capacidade de pensar por si, enfim, passarei a reconhecer e respeitar o direito do próximo. Isso é seguir o caminho contrário da iniquidade. Isso é ir contra a cultura do “jeitinho” ou do “vamos tirar proveito da situação”. Isso é ir contra a tendência da cultura deste mundo. Isso é arrependimento real, novo nascimento.
 
O encontro real com Jesus nos faz entender que a obra e a justiça de Deus para comigo já foi feita, sou eu quem preciso agora demonstrar aos outros a justiça e o amor de Deus.
 
Entrar no reino de Deus traz ao ser humano a consciência de que ele é devedor do seu próximo: “ama o teu próximo como a ti mesmo” Mateus 22:39. Temos uma dívida de amor para com Deus e para com o próximo. Isso é o que nos torna plenos, servir a outros em amor.
 
 
Nívea Soares
via blog pessoal
 

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