Especialista afirma que lei contra homofobia teria efeito contrário

Especialista afirma que lei contra homofobia teria efeito contrário

Atualizado: Segunda-feira, 1 Dezembro de 2008 as 12

Da Redação

Willy Torresin é presidente do projeto Exodus Brasil, que encaminha às igrejas e a outros ministérios, pessoas que estejam precisando de ajuda quanto a sua sexualidade e orienta estas comunidades quanto à maneira como devem receber estas pessoas. Convertido há mais de dez anos, o líder tem em seu passado, uma infância traumática, que culminou em experiências homossexuais durante sua juventude e fase adulta. Seu testemunho de vida tem servido como prova da transformação que Deus pode fazer na vida de uma pessoa, quando esta decide mudar.

O amor de Deus pelo líder foi fator decisivo em sua transformação e ele afirma que a Igreja também deve buscar mostrar a todos os que não conhecem a Jesus, o amor  dEle por todas elas. Torresin defende que a Igreja deve ''manter-se centrada na Palavra de Deus, e ao mesmo tempo receber os que querem ajuda, respeitando aqueles que querem viver suas vidas da forma que acreditam ser a melhor'', apesar de estar consciente da dificuldade que isso traz. ''Acreditamos que este é o grande desafio da Igreja de Cristo hoje'', completa.

PL 122

"Uma tentativa de grupos tradicionalmente exluídos alcançarem respeito". Este é o posicionamento do Projeto Exodus Brasil em relação ao PL 122. Segundo Torresin, tais minorias acreditam que instituições tradicionais - em especial a Igreja - é que geram a homofobia e acreditam que se ''calarem'' estas organizações vão acabar com a homofobia. ''É claro que isto é uma ilusão, pois o preconceito está no coração de todas as pessoas, e é apenas inflamado por determinados grupos ou instituições em determinados momentos da história'', afirmou o presidente do ministério.

A ineficiência do Projeto de Lei ainda é reforçado pelo profissional quando este cita que as inconsticionalidades são inúmeras e o efeito causado seria totalmente contrário ao esperado pelos que a apóiam. ''Se o projeto fosse aprovado, geraria uma infinidade de processos judiciais, pois há tantas inconstitucionalidades que seria muito difícil de fato condenar alguém'', lembra e ainda complementa: ''Isso geraria ainda mais homofobia''.

Além de inconstitucionalidades e efeitos que só tornariam o quadro ainda pior, Torresin revela que o número de homossexuais ativistas em relação a tal movimentação é pequeno e que a maior parte não quer se envolver com isso. ''A maioria quer distância deste processo. Por outro lado, os que procuram ajuda o fazem pois estão descontentes com sua situação. Portanto, esta lei seria irrelevante para eles mesmo que fosse aprovada'', declarou.

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