Estudantes de seminário levam quase 3000 pessoas a Cristo e plantam 70 novas igrejas

Estudantes de seminário levam quase 3000 pessoas a Cristo e plantam 70 novas igrejas

Atualizado: Terça-feira, 15 Dezembro de 2009 as 12

O termo plantio de igrejas refere-se a um dos métodos usados para cumprir a Grande Comissão de fazer discípulos (Mt 28:19, 20) onde evangelizar uma comunidade e fundar uma igreja são sinônimos. Termos semelhantes, edificar e plantar, foram usados pelo apóstolo Paulo em Corinto quando ele se referiu à equipe que trabalhou ali (1 Co 3:5-11). Em seu zelo evangelístico, Paulo planejava o desenvolvimento de novas congregações em "novas fronteiras" (2 Co 10:13-16), ou seja, o estabelecimento de igrejas em cada grande cidade da Ásia Menor e Europa (Rm 15:20-24).

Esse mesmo ideal motivou a Uneb e o Salt a lançarem a visão de estabelecer a cada ano 70 novas igrejas com os objetivos de aumentar a presença da Igreja Adventista do 7 Dia em áreas não evangelizadas, capacitar seminaristas para o ministério apostólico em situações pioneiras de missão urbana e fortalecer a vitalidade de igrejas já existentes. Coordenado pelo professor Emílio Abdala (SALT - Seminário Adventista Latino-americano de Teologia) e Everon Donato (MiPes, UNeB), o Projeto Antioquia já contabilizou até o início de dezembro 2300 novos membros e 70 novas igrejas já em funcionamento. A referência a Antioquia sugere um modelo ideal de igreja que prioriza em sua agenda de atividades o discipulado, as missões e o plantio de igrejas (Atos 11 e 13).

Ainda em 2009, um planejamento estratégico foi elaborado para treinar e mobilizar diferentes tipos de pessoas e dons para o campo missionário. A meta era o estabelecimento de igrejas que fossem auto-governadas, isto é, com liderança treinada para cuidar de suas atividades; auto-sustentadas, ou seja, capazes de pagar suas próprias contas; e auto-propagativas, com membros missionários motivados para a multiplicação, usando os mesmos princípios e práticas que foram usadas para o seu início.

O processo de plantio envolveu cinco fases que envolveram um período de planejamento, período preparatório, período pioneiro (evangelismo), período de organização e o período de multiplicação. Na segunda fase foram selecionados os bairros e as cidades a serem alcançadas com a implantação das igrejas, selecionadas as igrejas mães ou matrizes de onde sairiam as equipes pioneiras e os pastores distritais foram orientados para mentorear os 70 estudantes-evangelistas.

O critério usado para a escolha dos novos locais leva em consideração as áreas de maior concentração populacional, que estejam localizadas cerca de 3 a 7 km da igreja-mãe, em um lugar de acentuado crescimento urbano, ou em processo de urbanização e industrialização. Priorizaram-se áreas onde as pessoas estivessem passando por mudanças, onde pessoas recém chegadas estivesem ansiosas para fazer amizades por terem abandonado seus antigos relacionamentos no local de onde vieram. E, finalmente, deveria ter a presenca de um pequeno grupo em sua geografia. Todo pequeno grupo é uma igreja em potencial. Os benefícios de iniciar uma igreja no lar são numerosos: fáceis de começar, ambiente informal, econômico e flexibilidade para mudar-se ou expandir-se.

Durante os meses de junho a agosto, os campos se encarregaram de adquirir o terreno ou preparar o local definitivo para o funcionamento da nova igreja. Caso o local fosse temporário, pintura, iluminação, contratos e outros detalhes foram providenciados (equipamentos, cadeiras, som, etc.). Uma cerimonia de despedida dos pioneiros da igreja mãe deu início à preparacão do terreno para a chegada dos seminaristas para a fase de evangelismo (setembro e outubro).

Cada estudante acrescentou ao núcleo de membros os frutos de seu evangelismo que resultaram em uma média de 25 a 30 novos membros por ponto. Dando sequencia a essa fase, durante o mes de novembro, os estudantes dedicaram-se a um período de organizacão da nova congregação. Nessa fase de transicão de liderança e preparo para a partida do evangelista pioneiro, eles deveriam implementar o discipulado e planejar a continuidade do programa. O plano é continuar os relacionamentos do evangelista com a nova igreja (e-mail, oracão, etc) para monitoramento à distancia até que eles retornem na semana santa de 2010 para a avaliacão final do projeto. Enquanto isso, a nova igreja estará em processo de amadurecimento.

Projeto África

O SALT IAENE encerrou no dia 28 de novembro suas atividades de prática pastoral. Neste ano foram 145 igrejas atendidas nas Associações Bahia e Bahia Central. Através do estágio dos alunos, do primeiro ao quarto ano, diversos treinamentos, sermões e visitas foram realizados. Como resultado direto do trabalho dos alunos do seminário, 450 pessoas foram batizadas, conforme informações do pr Aguinaldo Guimarães, coordenador da prática pastoral. Segundo ele, "os seminaristas ampliaram seus conhecimentos e experiência ao aplicarem o conhecimento recebido em sala de aula e ao se associarem com os lideres de igrejas e pastores distritais."

Em 2009, além das atividades da prática pastoral, nove alunos foram envolvidos no Projeto África. Em parceria com o ShareHim da Associação da Carolina do Norte (EUA), o pr. Aguinaldo Guimarães liderou uma pequena equipe de estudantes em Beira - Moçambique, que realizou dez séries evangelísticas de colheita durante 20 dias. Como fruto desta experiência, 368 pessoas foram batizadas para a alegria da igreja local e dos seminaristas que ganharam uma grande experiência cultural, missionária e espiritual.

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