"Eu nasci de novo", diz pescador que sobreviveu a naufrágio

"Eu nasci de novo", diz pescador que sobreviveu a naufrágio

Atualizado: Segunda-feira, 22 Março de 2010 as 12

"Eu nasci de novo". Visivelmente emocionado, o pescador Maurício Almeida da Silva, 47 anos, lembra dos momentos de pânico que passou no último domingo, quando junto com o seu irmão, foi vítima de um naufrágio por conta do forte temporal.

Maurício, que vive em uma colônia de pesca no bairro Gradim, em São Gonçalo, com sua esposa, filho e neta, saiu de casa por volta das 17h. Ele acreditava que não fosse chover naquele dia.

Uma hora e meia depois, quando já estava na altura da Ilha do Sol, próximo a Ilha de Paquetá, uma forte tempestade deixou o mar revolto. Sem ter como seguir viagem, Maurício e seu irmão se refugiaram na costa da ilha. O que eles não esperavam é que no momento em que tentavam atracar a embarcação, uma placas de aço gigantes de uma plataforma da Petrobras, também se soltasse e fosse ao encontro dos dois.

De acordo com Maurício, sem ter como fugir, eles acabaram pulando no mar, enquanto pedaços de ferro caiam sobre seu barco, o jogando para o fundo. "Foi apavorante. Achei que fosse morrer. Mas como sou evangélico, pedi a Deus que me abençoasse e não deixasse que nada de ruim acontecesse a mim, e ao meu irmão. Tenho certeza que ganhei uma segunda chance de viver", disse ele.

Esta é a segunda vez que Mauricio passa por uma situação de risco no mar. A primeira foi há cerca de 10 anos.

"Felizmente só machuquei um pouco o pé. No outro naufrágio meu barco não afundou e ficamos abrigados com segurança. Desta vez foi diferente, porque se não tivéssemos ajuda dos mergulhadores da Petrobrás que localizaram a embarcação, eu teria perdido a minha principal fonte de renda", revelou.

Memória - Há um mês, o empresário Crispim Gomes da Silva, 45, dono de uma fábrica de bolsas em São Gonçalo, e o marinheiro Carlos Henrique Lopes da Silva, 24, saíram de Búzios em uma lancha pesqueira com destino a Jurujuba, em Niterói, mas por conta das ondas fortes, o barco virou em Maricá. Eles morreram.

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