Evangélico assume presidência da Câmara em Piracicaba

Evangélico assume presidência da Câmara em Piracicaba

Atualizado: Sexta-feira, 17 Dezembro de 2010 as 9:04

Primeiro, a Deus; em segundo, ao trabalho; e, em terceiro, à família. Esse tom do discurso do vereador João Manoel dos Santos (PTB), eleito para a Presidência da Mesa da Câmara pela terceira vez, mostrou, efetivamente, o fundamento da sua fé cristã.

Evangélico e professo na Igreja Batista, João Manoel traz as marcas de quem conhece e proclama as pegadas do Mestre, que é Jesus Cristo, Senhor e Salvador. Mas esse discurso de quarta-feira, depois de proclamado o resultado pelo atual presidente, José Aparecido Longatto – que troca cargo com o próprio João Manoel, assumindo a vice-presidência – mostra um vereador que pauta a vida pela oração, que agradece, que pede e que aceita a vontade de Deus.

A oração de João Manoel é simples, talvez a mesma de líderes cristãos que conviveram com Jesus e pediram apenas uma palavra. Ou da viúva que, tendo pouco, deu tudo o que tinha, de forma a demonstrar que dava o próprio coração. João Manoel, numa oração simples, disse com simplicidade que acredita na orientação de Deus, porque Ele define os nossos caminhos, e que valoriza o seu trabalho, porque é deste que tira o sustento à família. Juntou, portanto, fé, trabalho e amor, mais a ética que lhe é comum na forma calma e tranquila de ser vereador pelo sexto mandato consecutivo.

Líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), João Manoel tem uma história que começa sob os céus das Minas Gerais, na mesma configuração de fé e esperança que, vindo para Piracicaba, entregou-se ao trabalho que Deus lhe deu, como fosse Moisés chamado a conduzir o povo à terra prometida, porque a ordem vinha – é o que diz a Bíblia – o “eu sou” enviou.

Nessa crença firme no “eu sou”, expressão espiritual e moral que Deus colocou no coração de Moisés, mantém-se João Manoel, hoje. Ele acredita – como acreditamos – naquilo que há reservado para o ser humano, com respeito profundo a todos os outros, os que creem ou os que não creem, a ponto de a liberdade de expressão e política, a participação popular, ser o ápice de uma luta constante dos que desejam o bem coletivo num Estado laico. É o que quer João Manoel, agora no terceiro mandato de presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Piracicaba.

De ser mineiro, ele se orgulha. E, com isso, dá condições para que o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), fique tranquilo para concluir seus brilhantes oito anos de mandato como chefe do Executivo, pois o mesmo João Manoel fiel na oração é, ao mesmo tempo, fiel nos compromissos que assume na vida pública, sem demérito de qualquer outro que também tenha os mesmos ideais. (Detalhe: politicamente, para Barjas, melhor será a conciliação.) Tanto é que o novo presidente agradeceu a maioria que o conduziu e saudou, a minoria que se retirou ou o que votou em branco com a tranquilidade, como o profeta Moisés, de que “o Senhor é o meu pastor, nada me faltará”.

De Piracicaba, ele se orgulha como se orgulha de ser mineiro. Pois, lá nas Minas Gerais, teve a ordem do “eu sou” para que, com fé, fosse para uma outra terra, a de Piracicaba, onde continuou na fé, firmou-se no trabalho e cuidou e cuida da família. E, como um mistério, no mandato que termina, foi vice e tem como vice, no novo mandato, outro que sonha, como sonharam os que deixaram o Egito, que é o vereador José Aparecido Longatto, vice-presidente eleito, cuja base eleitoral em Santa Terezinha tem muito a ver com as eleições para o Centro Cívico em 2012.

Por isso ou por mais – o pastor Dilmo dos Santos, da Assembleia de Deus-Madureira, eleito deputado estadual; o deputado estadual Roberto Morais, que não se abala na fé e nos trabalhos da Igreja Católica, e pelo deputado federal Mendes Thame, cristão declarado – é fácil entender que as eleições de Piracicaba passarão pelos santuários, sob o signo das orações. E pela forma protestante com que João Manoel agradeceu e saudou na última quarta-feira, a conciliação será o norte. Nada acontece por acaso e Deus sabe o porquê, reafirma, pela fé, o vereador-presidente.  

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