Evangélicos acreditam que o aborto deliberado é moralmente errado

Evangélicos acreditam que o aborto deliberado é moralmente errado

Atualizado: Terça-feira, 28 Setembro de 2010 as 9:13

 A Associação Nacional de Evangélicos divulgou uma nova pesquisa de opinião pública mostrando o compromisso geral dos evangélicos para com a moralidade cristã tradicional e oposição ao aborto.

A pesquisa de opinião do Gallup, comissionada pela ANE, revelou que 76 por cento dos evangélicos creem que o sexo entre um homem e uma mulher solteiros é moralmente errado, 77 por cento creem que o aborto deliberado é moralmente errado e 79 por cento dizem que ter um bebê fora do casamento é também moralmente errado. Um elevado número de 87 por cento dos evangélicos também disseram que a gravidez entre adolescentes é moralmente errada.

Mas a ANE também observou que os pastores podem ter um desafio nas mãos no que se refere ao cuidado pastoral de mulheres solteiras que ficam grávidas e então temem que ter o bebê as levará a serem rejeitadas pela congregação.

“Precisamos incentivar os casais a ter a coragem e responsabilidade de honrar os presentes do sexo e da vida”, disse Aaron Mercer, diretor do projeto Fórum da Geração da ANE. “O padrão sexual da Bíblia é muito claro: abstinência fora do casamento e fidelidade dentro dele”.

“Mas quando indivíduos solteiros têm sexo e acabam concebendo, será que eles temem rejeição por parte de sua igreja quer ou não eles tenham o bebê? Quer ou não isso seja justificado, precisamos considerar suas possíveis consequências”, continuou Mercer.

A pesquisa da ANE também indicou que as congregações têm confiança em seus pastores, e os consultam para se envolverem com os desafios de gravidezes entre solteiros e adolescentes e aborto dentro de suas comunidades.

Aproximadamente 89 por cento disseram que iriam a seus pastores ou outros líderes em sua igreja em busca de orientação ou aconselhamento se estivessem tendo problemas num relacionamento ou casamento.

Mas ao mesmo tempo os entrevistados disseram que os líderes nacionais não estavam fazendo um trabalho aproximadamente tão bom em lidar com as questões do aborto e gravidez não planejada quanto os pastores locais.

Na questão das gravidezes não planejadas, só oito por cento disseram que os líderes nacionais estavam fazendo “um trabalho muito bom” e 18 por cento disseram que eles estavam fazendo um “trabalho bom”. Os líderes nacionais se saíram um pouco melhor quando o assunto era o aborto: só nove por cento disseram que eles fizeram um “trabalho muito bom” lidando com o tema, enquanto 21 por cento disseram que eles fizeram um “trabalho bom”.

Os pastores locais obtiveram notas mais elevadas: 38 por cento disseram que seus pastores locais estavam fazendo um “trabalho muito bom” falando sobre aborto, enquanto 29 por cento disseram que estavam fazendo um “trabalho bom”.

“Esses dados deveriam ser uma convocação para a ação para os líderes religiosos nacionais se envolverem de forma mais produtiva no terrível problema do aborto neste país”, observou Mercer. “É também um lembrete para os pastores locais de que eles estão nas linhas de frente. Eles têm a confiança de suas congregações e os relacionamentos com seus vizinhos — relacionamentos necessários para obterem sucesso real na redução do índice de abortos em suas comunidades locais”.

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