Evangélicos encorajam governo angolano a prosseguir o combate à pobreza

Evangélicos encorajam governo angolano a prosseguir o combate à pobreza

Atualizado: Sexta-feira, 6 Maio de 2011 as 12:15

A Aliança Evangélica de Angola (AEA) encoraja o Executivo a prosseguir o combate à pobreza e à corrupção, para permitir a melhoria dos índices de desenvolvimento humano em todo o país, quer no meio urbano como no rural.

De acordo com uma declaração sobre o actual momento sociopolítico, emitida no final da reunião do comité executivo da organização e distribuída ontem em Luanda, a AEA reconhece o crescimento do país a nível das infra-estruturas como estradas, escolas e hospitais, mas apela ao Executivo angolano para melhorar a fiscalização das obras, "que custam muito dinheiro aos cofres do Estado".

A instituição, que reúne mais de dez denominações e organizações cristãs, corrobora a preocupação do Executivo em relação às incitações internas e externas para possíveis manifestações populares em Angola, a exemplo do que acontece no norte de África, como método de alternância do poder.

"A AEA apoia a preservação da paz e encoraja o povo angolano a não aderir a essas tendências, uma vez que o Executivo é resultante das eleições, de acordo com a Constituição", adianta a nota. A propósito do processo eleitoral, a organização cristã encoraja o Executivo a "continuar a criar as condições para que as eleições de 2012 decorram num ambiente de justiça, para assegurar a paz, a concórdia e a harmonia no país".

A organização evangélica reconhece a preocupação do Executivo pelo resgate dos valores morais, mas propõe, para que os resultados da campanha de resgate sejam maximizados, a reposição dos programas radiofónicos de igrejas que foram retirados dos espaços da Rádio Nacional nas províncias, bem como a introdução da disciplina de Moral e Religião nas escolas.

Por outro lado, louva a iniciativa do Presidente da República em criar a Comissão Interministerial para fazer pesquisas sobre o fenómeno religioso em Angola e encoraja a publicação dos seus resultados.

A Aliança Evangélica de Angola manifesta-se, entretanto, preocupada com a excessiva importação de bebidas alcoólicas e de publicidade do uso das mesmas em cartazes, e pela forma como a mulher continua a ser exposta em anúncios, na mesma altura em que se luta pela sua dignidade.  

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