Evangélicos priorizam mais a economia do que a perseguição religiosa, diz pesquisa

Pesquisa mostra que evangélicos não são tão engajados às pautas políticas conversadores quanto se imagina.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 1 Outubro de 2019 as 12:28

Participantes da conferência Evangelicals for Life 2019 na McLean Bible Church, nos Estados Unidos. (Foto: ERLC)
Participantes da conferência Evangelicals for Life 2019 na McLean Bible Church, nos Estados Unidos. (Foto: ERLC)

Evangélicos são mais propensos a se preocupar com o desenvolvimento da economia do que com questões tipicamente associadas ao engajamento político cristão, como a liberdade religiosa e o aborto, segundo uma nova pesquisa.

A LifeWay Research divulgou uma pesquisa, patrocinada pela Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul (ERLC), explorou as opiniões dos evangélicos americanos sobre política, sociedade e consumo de mídia.

A pesquisa foi realizada em novembro do ano passado com 1.317 entrevistados evangélicos, que identificassem três preocupações de políticas públicas que consideram mais importantes. 

A principal resposta para os evangélicos foi “assistência médica” (51%), “economia” (49%) e “segurança nacional” (43%). Apenas 33% dos evangélicos destacaram a “liberdade religiosa” como uma questão de importância, enquanto só 29% destacaram o “aborto”. Outros 4% citaram os “direitos LGBT” como uma questão importante.

A descoberta pode ser uma surpresa, considerando que influentes líderes evangélicos têm exposto regularmente suas posições sobre sexualidade e aborto. 

“Nossos entrevistados nos surpreenderam com o quão pouco pareciam se importar com causas estereotipicamente evangélicas”, disse Paul Miller, professor da Universidade de Georgetown.

A pesquisa também sugere que os evangélicos se importam menos com outras causas consideradas importantes para os cristãos, como oferecer assistência aos necessitados. Apenas 20% dos evangélicos consideram que “prover os necessitados” seja uma questão de importância política.

“Os resultados desse projeto de pesquisa foram encorajadores, surpreendentes e, em alguns casos, muito indicativos”, disse o presidente da ERLC, Russell Moore, em comunicado. “O que essa pesquisa mostra claramente é que existem forças separando a igreja uma da outra. Isso não deveria nos surpreender. Mas deveria nos convencer”.

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