Evangelização no mercado pós-moderno

Evangelização no mercado pós-moderno

Atualizado: Quinta-feira, 30 Julho de 2009 as 12

Na modernidade duas acusações perseguiram a igreja: ser opressora e "infantilizante". Karl Marx viu nas instituições religiosas de seus dias os instrumentos de injustiça e alienação sociais. Já Sigmund Freud entendeu que a religião formava neuroses e castrava o desenvolvimento pessoal. Resultado: as igrejas na Europa se esvaziaram. O clima anticlerical recrudesceu. Rejeitou-se a herança cristã.

Neste início do terceiro milênio a rejeição à herança cristã, particularmente no Brasil, tem acontecido por outras razões. Uma delas é o encantamento gerado pelo mercantilismo, estimulado pelo número crescente de consumidores nas igrejas evangélicas.

As organizações, empresas e pessoas que orbitam no universo de interesses das igrejas evangélicas muitas vezes se integram ao mundo atual não pela diferença, mas sim pela semelhança ao mundo globalizado, pragmático e consumista.

Em vez de fazer a diferença, o chamado "segmento" evangélico — seja na esfera comercial, pública ou política - é um integrante a mais no conjunto do que já existe.

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