Extremistas islâmicos matam cerca de 50 cristãos em ataques a aldeias, na Nigéria

O ataque que durou nova dias resultou na morte dos cristãos, além de casas e igrejas destruídas.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Segunda-feira, 30 Outubro de 2017 as 11:27

Dauda Samuel Kadiya, líder da Igreja Evangélica Winning All, em Zanwrua. (Foto: Morning Star News).
Dauda Samuel Kadiya, líder da Igreja Evangélica Winning All, em Zanwrua. (Foto: Morning Star News).

A violência contra os cristãos continua aumentando na Nigéria. Segundo informações locais, 48 crentes em Jesus foram massacrados em nove dias de ataques violentos. Alguns sobreviventes descreveram o terror que viveram nas mãos dos extremistas islâmicos de etnia Fulani. Eles invadiram as igrejas, destruíram tudo o que viam pela frente, além de destruir as casas dos cristãos.

"Cada um de nós correu para salvar sua vida", disse Dauda Samuel Kadiya, líder da Igreja Evangélica Winning All, em Zanwrua, à Morning Star News. "Fui baleado, mas a bala apenas feriu minha mão. Você pode ver a ferida".

Os extremistas mataram um total de 48 cristãos em vários ataques realizados entre 8 e 17 de outubro, segundo os sobreviventes. Eles contam que havia crentes fugindo de aldeias e abandonando as casas de adoração.

"Alguns dos edifícios da igreja foram destruídos pelos islâmicos", acrescentou Kadiya. Já Agado Aura, de 62 anos, disse que ele e sua esposa quase não conseguiram escapar depois que os muçulmanos vieram pela noite, na parte leste de sua aldeia de Zanwrua.

"Eles quebraram as portas do nosso quarto e depois incendiaram minha casa", disse Aura. "Depois de atear fogo na minha casa, eles foram para a próxima casa e fizeram o mesmo. Continuaram a queimar casas até que terminaram, antes de partir. Eu estava assistindo tudo o que estavam fazendo, do meu lugar escondido atrás das rochas", ressaltou.

Brutalidade

A Internacional Christian Concern, que relata sobre a perseguição de crentes em todo o mundo, apontou que, embora tais fatos não sejam novos para a área, a "ferocidade e número de ataques neste curto período causaram grandes problemas para os cidadãos. Além disso, o fato de que há uma força militar estacionada na área, que foi completamente ineficaz, levanta ainda mais preocupação", afirmou a ICC.

Moses Tsohu, líder na aldeia de Zanwrua, também perguntou como é que os Fulani estão realizando seus ataques apesar da presença de soldados do exército em pontos de controle na área. "Estes ataques estão sendo realizados diariamente. Todos os dias testemunhamos invasões e o assassinato de nosso povo e a destruição de suas casas", disse ele.

Abdu, presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário do grupo étnico predominantemente cristão, observou em uma coletiva de imprensa: "É doloroso notar que tudo isso aconteceu apesar da informação útil e oportuna fornecida ao pessoal da segurança, em relação ao movimento e ao modo de operação dos assaltantes".

Falha na segurança?

O Rev. Andrew Okebe, coordenador zonal da Associação Cristã da Nigéria, distrito de Miango disse: "Os soldados disseram às mulheres e crianças que se esconderam na escola primária durante a noite, enquanto os homens da aldeia constituíam um grupo de vigilantes e se juntaram aos soldados para patrulhar a área. Infelizmente, a milícia desceu e os soldados fugiram, deixando os aldeões indefesos serem massacrados pelos terroristas", disse depois de um dos principais ataques no início deste mês.

O próprio presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, lamentou o número crescente de vítimas. "O presidente Buhari acredita que essa loucura foi muito longe. Ele instruiu as forças armadas e a polícia a não só combater a violência, mas a elaborar um plano para garantir que não haja mais ataques de um grupo contra o outro", disse Garba Shehu, assistente especial sénior do presidente em publicidade, em um comunicado no início deste mês.

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