"Falta de Intimidade Conjugal" na pauta do congresso "Pastoreio de Famílias"

"Falta de Intimidade Conjugal" na pauta do congresso "Pastoreio de Famílias"

Atualizado: Terça-feira, 18 Novembro de 2008 as 12

Por Adriana Amorim

O esfriamento do relacionamento pode levar um casal ao divórcio. Segundo o reverendo Marcos Garcia, da Catedral Metodista de São Paulo, esse problema não está chegando apenas a "pessoas com 30 ou 40 anos de matrimônio, mas a casais juntos há dois ou três anos". A "Falta de Intimidade Conjugal" foi o tema da ministração do reverendo na quinta edição do congresso "Pastoreio de Famílias", que aconteceu entre os dias 13 e 15 de novembro, no Centro de Convenções de Santos, no litoral paulista.

Marcos Garcia falou primeiramente em perdão que, segundo ele, é um fortalecedor do relacionamento conjugal: "Eu não tenho que perdoar porque sou um crente bonzinho. Eu perdôo porque o Senhor perdoou os meus pecados". Ele citou algumas atitudes da rotina que podem afastar o casal, como, por exemplo, fazer compras escondido do cônjuge, possuir uma conta em paralelo ou ter um e-mail que o outro não possa saber a senha. "Que tipo de intimidade é essa?", questionou.

Outro hábito que, segundo o reverendo, traz conseqüências desastrosas a um casamento é a crítica, denominada por ele de "síndrome de Mical", fazendo referência à esposa de Davi, que na passagem bíblica de 2 Samuel 6:20 o crítica por sua expressão de felicidade ao acompanhar a arca de Deus. Garcia comentou que a resposta de Davi foi imediata: "Era como se dissesse: Se você não me dá valor, alguém vai me dar". O reverendo indagou aos participantes: "Há quando tempo você não faz um elogio para sua esposa? E para seu marido?". "Quando você critica seu cônjuge, você está destruindo seu casamento", apontou. Ele chamou os sentimentos de raiva e ressentimento de "lixo emocional": "Não pode haver no relacionamento familiar ‘faz de conta que não aconteceu nada’, porque, um dia, esse lixo neurótico que está debaixo do tapete volta".

Outros casais, segundo Garcia, vivem a "síndrome de Caim", são concorrentes, não amigos. "Você pode brincar de várias coisas, mas não diminua seu cônjuge. Não desmereça seus filhos [...] Não estimule a concorrência dentro de casa", alertou. O palestrante apontou que Caim e Abel tinham acesso à presença de Deus, "ambos tiveram a mesma oportunidade". No entanto, Caim foi alertado por Deus de que o pecado jazia a sua porta, mas não soube rejeitá-lo.

Antônio e Kátia Vitoriano, o "paixão" e a "gata", como são chamados na igreja onde congregam, trabalham com casais há 12 anos. O casal, que veio de São Paulo a Santos especialmente para o congresso, considera o ministério de família muito importante para uma igreja e vê os aconselhamentos como uma forma de aproximar os convidados dos propósitos de Jesus: "É um meio de tratar o casal, mas apresentar para ele a cura maior para o casamento, que é Jesus", afirmou Antonio. Ele considerou a abordagem do reverendo Marcos Garcia completa. "No tempo que ele teve, abordou perdão, relacionamento, mágoa, carinho, atenção. É isso no dia a dia, por causa da nossa correria, a qualidade do tempo fica reduzida no relacionamento marido, esposa e filhos". Kátia concordou, dizendo que é impossível tratar o assunto família sem falar em perdão: "Precisa ser dito porque o povo é duro, casais têm naufragado porque não liberam o perdão. Você vê homens de Deus usados dessa forma mais uma vez, falando sobre perdão, e casais continuam tendo problema porque não perdoam".

O palestrante finalizou mostrando que o que se deve buscar no casamento não é a felicidade pessoal em primeiro plano. O casal deve procurar a felicidade do cônjuge. "Como eu posso fazer para minha esposa, marido, ser feliz? Se buscarmos a felicidade do outro seremos felizes porque nossa casa será feliz", afirmou. O reverendo falou ainda que é importante buscar a afetividade, o carinho, o "abraço sem aquela mão boba", "coisa de namorado". Ele impulsionou os presentes a lutarem por seu casamento: "Deus tem poder para reacender [...] Eu quero encorajar você a acreditar no amor [...] Não existe ninguém perfeito".

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