Fé em Deus faz jogador brasileiro despontar na Europa

Fé em Deus faz jogador brasileiro despontar na Europa

Atualizado: Sexta-feira, 25 Novembro de 2011 as 12:16

Entre os anos de 1991 a 2010, os brasileiros Kaká, Rivaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo foram considerados os melhores jogadores de futebol do mundo. Em 2011, mais um brasileiro está cotado para receber a Bola de Ouro: o jovem Neymar, atacante dos Santos. Pelé, apesar de não ter um troféu como esse na estante, é reconhecido mundialmente pela genialidade do seu futebol e de sua carreira.

Exemplos de sucesso inspiram jovens de todo o País a seguir em busca do sonho de ser um jogador profissional. Porém, no livro “Sociologia da Juventude: Futebol, paixão, sonho, frustração, violência”, o autor Carlos Alberto Máximo Pimenta, doutor em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo, destaca que há uma realidade ignorada pelos iniciantes e que, para muitos, o sacrifício é maior do que a satisfação. Ele também ressalta que identificou nos relatos coletados para o estudo “que a persistência, o reconhecimento, o lado econômico, a relação com o universo feminino e a projeção midiática do jogador bem-sucedido dão sentido ao sonho de investir na carreira".

Carlos Dias, hoje com 35 anos e professor de filosofia (foto), é um dos milhões de sonhadores pelo mundo que tentou despontar como jogador profissional, mas ficou pelo caminho. O ex-jogador conta que entre 18 e 25 anos já havia jogado em clubes da 3ª e 2ª divisão de Portugal e da França, mas as dificuldades que surgiram fizeram com que abandonasse o sonho e se dedicasse aos estudos. “Foram anos de boas ilusões, esperando sempre uma oportunidade de jogar em algum time da primeira divisão. Reconheço que deixei passar algumas oportunidades, umas por bobagens minhas, outras por desencontros, mas a verdade é que eu tinha o talento suficiente para jogar num time de primeira divisão, mas me faltou fé, cansei de tentar e decidi investir em outra área sem ser o futebol”, desabafa.

Para o empresário Alex Rodrigo Firmino, da ARF Assessoria Esportiva, o que proporciona o sucesso do jogador é um conjunto de fatores físicos e emocionais, sendo que, na falta deles, a maioria dos que correm atrás do sonho fica pelo caminho. “Há empresários que tratam os jogadores apenas como um produto, deixando de apoiá-los nos momentos difíceis. O talento individual é fundamental, porém, se o profissional não tiver uma boa estrutura psicológica, familiar e estiver ciente dos sacrifícios a serem feitos, não conseguirá alcançar o êxito”, afirma.

  Sucesso pela fé Dificuldades também fazem parte da trajetória do camisa 92 do tradicional clube italiano Fiorentina, o lateral direito Rômulo Caldeira, de 24 anos (foto). Natural de Pelotas (RS), o jovem saiu da cidade natal aos 13 anos, decidido a realizar o sonho de se tornar um grande jogador. Com passagem por alguns times do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, a realização só aconteceu quando o lateral despontou no Cruzeiro, de Minas Gerais, chegando a ser emprestado pelo time mineiro para atuar no Atlético Paranaense (PR), onde recebeu a proposta para jogar fora do País.

Na opinião dele, o sucesso não veio por obra do acaso ou apenas pelo talento demonstrado, mas pela intervenção divina. “Eu aprendi a sacrificar para Deus, a fazer a vontade dEle no altar. Tudo aconteceu para que meu sonho não se concretizasse. Sofri perseguições, tentaram apagar o meu brilho, mas quando conheci a Deus, passei a buscá-Lo na Igreja Universal do Reino de Deus e as portas se abriram”, conta o recém contratado do time italiano.

Orgulhoso de estar casado há 2 anos com Pâmela Caldeira, de 19 anos, e vivendo há 5 meses na Europa, Rômulo ressalta que já se destacou entre os demais companheiros de equipe, chegando a ser eleito durante dois jogos como o melhor em campo. Mas as conquistas adquiridas por ele ainda são poucas, diante da grandeza do Deus em que crê. “Posso dizer que estou satisfeito em parte, pois quero ir muito além. Eu sei que é apenas o começo de muitas coisas boas que ainda estão por vir”, determina.

Antes de finalizar a entrevista, o lateral faz questão de deixar uma mensagem a todos que também almejam o reconhecimento profissional: “Confiem em Deus e em si mesmos. Nunca desistam de seus sonhos e nunca olhem para nada, somente para Deus, porque lutas virão, mas, se não desistirmos, as vitórias também chegarão.”    

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