"Fico feliz pois sei o que me espera no céu”, diz cristão que quase foi morto em ataque

Debebe foi deixado para morrer no local, com graves ferimentos na cabeça e mandíbula.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Quarta-feira, 21 Fevereiro de 2018 as 9:14

Imagem ilustrativa. Debebe estava realizando um culto em sua casa quando o grupo islâmico invadiu e atacou 40 pessoas. (Foto: Reprodução).
Imagem ilustrativa. Debebe estava realizando um culto em sua casa quando o grupo islâmico invadiu e atacou 40 pessoas. (Foto: Reprodução).

Debebe é um líder cristão atuante na Etiópia, país da África. Ele foi vítima de um terrível ataque por causa de sua fé. No dia 20 de junho de 2015, uma multidão invadiu um culto que ele havia organizado em sua casa.

O grupo islâmico agrediu cerca de 40 membros que estavam na reunião. Os extremistas estavam ofendidos por conta do evangelismo de Debebe e de seus amigos. O principal alvo no ataque foi líder cristão, que foi deixado para morrer no local, com graves ferimentos na cabeça e mandíbula.

Outros seis membros também sofreram lesões e precisaram de atendimento médico. Os agressores destruíram a casa e deixaram tudo em pedaços. Eles também saquearam dinheiro e celulares.

Por meio de parceiros locais, a organização Portas Abertas pôde ajudar a cobrir os custos médicos de Debebe, que também recebeu ajuda para reparar os danos na casa e continuar o trabalho de sua fazenda, custos para o arado, sementes e fertilizantes.

Quando a família já estava mais restabelecida, parceiros da Portas Abertas retornaram ao vilarejo para apresentar o treinamento Permanecendo Firme Através da Tempestade (PFAT), que ajuda cristãos a desenvolver uma visão bíblica e uma resposta à perseguição.

Depois da Guerra

Hoje, dois anos depois do ataque, a família está indo bem física e emocionalmente. Debebe permanece na prática do cultivo para sustentar a família. Ele está forte e continua trabalhando, mesmo com alguns problemas físicos.

“Por causa do sangramento, às vezes perco forças no trabalho. Mas eu estou bem, graças a Deus. Eu poderia ter morrido naquele ataque, mas Deus me salvou da morte”, afirmou. É com esse recurso que o cristão perseguido pode enviar seus filhos para a escola.

“O que mais eu temeria? Agora sei que nada pode me afastar de Deus. Entendi que eu sou dele. Venha o que vier, mesmo que eu morra agora, não estou mais preocupado. Deus está comigo. Fico tão feliz quando sou desafiado porque sei o que está esperando por mim no céu. Receberei uma coroa de Deus”, ressalta.

Aynalem, sua esposa, compartilha: “Eu guardei a Bíblia queimada para que os outros vejam que esse tipo de perseguição ainda é uma realidade. Quero que todas as pessoas vejam que isso pode acontecer quando seguimos a Jesus. O que aconteceu está no passado, é história. Nossa vida atualmente é boa”.

Ela diz não ter medo e agradece aos parceiros da Portas Abertas por todo amor e apoio. “Que Deus abençoe todos que nos apoiaram. Não tenho palavras para agradecê-los. Eu poderia facilmente ter caído se vocês não tivessem escolhido nos ajudar”, conclui. Debebe teve seu nome real suprimido por motivos de segurança.

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