"Finanças para a Vida" discutidas no "Pastoreio de Famílias"

"Finanças para a Vida" discutidas no "Pastoreio de Famílias"

Atualizado: Quarta-feira, 19 Novembro de 2008 as 12

Por Adriana Amorim

Para falar sobre vida financeira, o congresso "Pastoreio de Famílias", que aconteceu entre os dias 13 e 15 de novembro, em Santos (SP), trouxe o tema "Finanças para a Vida", ministrado por Paulo de Tarso, líder do projeto "Educação Financeira para Todos". Antes da ministração, o pastor Jaime Kemp, idealizador do evento, chamou a atenção dos participantes para a vida financeira nos lares, o que, segundo o pastor, é hoje o principal problema da família.

Paulo de Tarso iniciou mostrando aos participantes que diariamente decisões financeiras são tomadas, até mesmo quando "compramos um pãozinho". Para exemplificar uma boa administração, Tarso citou o exemplo bíblico de José, que conseguiu superar o tempo de crise no Egito, tratando das finanças do faraó: "E começaram a vir os sete anos de fome, como José tinha dito; e havia fome em todas as terras, mas em toda a terra do Egito havia pão" (Gênesis 41:54). Ele apontou que José havia feito reservas e questionou os presentes: "Quando você tem farturta, tem feito reservas? Ou está dilapidando-as com seu estilo de vida?". O palestrante afirmou, no entanto, que a acumulação por si só não é benéfica: "As pessoas mais ricas do mundo são pessoas generosas".

Tarso citou como causas do fracasso financeiro os recursos insuficientes, o alto grau de endividamento das pessoas, a incapacidade de criar reservas e a falta de planejamento. "Nós como famílias cristãs temos responsabilidade de ter uma boa administração financeira e passar para os filhos como administrar o dinheiro de Deus", afirmou. Ele apresentou um plano de educação financeira com base bíblica, que envolve:

Princípios

Para evidenciar a importância de basear biblicamente a administração financeira, ele citou a passagem bíblica de Salmos 119:99-100 : "Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos".

Tarso apontou que sabedoria humana é falha e que isso pode ser percebido diante da crise financeira que o mundo está vivendo.

Meta

O palestrante afirmou que são necessários alvos econômicos de doação, investimentos e gastos.

"Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim. Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" . (Fl 3:13-14)

Disciplina

"Sem disciplina não se alcança resultados", afirmou o palestrante.

"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis" . (1 Cor 9:24)

Como dica para utilizar os três princípios, Tarso indicou a meta de economia mensal de 5% do salário, que implica o princípio de "guardar reservas" e a disciplina de fazer isso assim que se recebe o ordenado.

Vanessa Reis, que mora em Santos e assitiu à ministração, contou que doar tem sido uma estratégia econômica de sua família: "Graças a Deus a gente já tem essa visão e eu creio que Deus tem falado muito conosco a respeito de doação [...] Deus tem falado que a gente tem que continuar doando". Ela tem ensinado aos filhos as vantagens de criar resrevas financeiras: "Com as crianças a gente fez um cofrinho para colocar moedas. Fizemos uma viagem uma vez com o dinheiro desse cofrinho. [...] As crianças aprendem a dar 10% desse dinheiro economizado, Deus tem honrado isso".

Em entrevista ao Portal Guia-me , Paulo de Tarso frisou que é fundamental que o casal defina em parceria todas as decisões financeiras: "As finanças da família são uma coisa só, devem ser administradas conjuntamente. A questão dos ganhos, por exemplo. Como vamos ganhar dinheiro? A esposa vai trabalhar fora ou não? Porque há a questão dos filhos, de como dar atenção a eles. [...] O fato é que todas as decisões financeiras de ganhar, gastar, investir, doar, devem ser tomadas em conjunto. E aí um apóia a decisão do outro [...] Eu prefiro que se tenha uma conta conjunta, porque fica mais fácil administrar do que com as contas separadas. Se cada um tem sua conta, cada um vai tomando suas decisões, gastando com isso ou com aquilo [...] Facilita a administração. A não ser por uma razão mais estratégica pode-se ter uma outra conta, só para investimentos. Quanto mais isolados os investimentos melhor, porque você mexe menos. Se você usa a conta no dia-a-dia acaba utilizando aquele dinheiro que não deveria".

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