A força das mulheres na liderança de igrejas evangélicas

A força das mulheres na liderança de igrejas evangélicas

Atualizado: Terça-feira, 24 Setembro de 2013 as 7:06

Em sua vinda ao Brasil, o Papa Francisco falou sobre o papel das mulheres na Igreja. Embora reconheça a importância feminina, ele afirmou que a porta está fechada para a ordenação das mulheres.
 
Ao contrário da igreja católica, a igreja evangélica tem dado cada vez mais espaço às mulheres nas funções e trabalho nos templos. 
 
Um dos novos nomes femininos de sucesso é Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo. À frente do programa 'Escola do Amor' junto com o marido, na Rede Record, ela também alcançou a marca de um milhão de cópias vendidas com o livro 'Casamento Blindado'.
 
“Entendemos que a liderança da mulher é uma necessidade da igreja e vai muito além do título ou cargo que ela exerce”, afirma Cristiane. “Temos pastoras consagradas no Brasil e ao redor do mundo.”
 
Falar em ministério feminino é lembrar de Bispa Sônia Hernandes, responsável por conquistar o espaço da mulher na igreja. 
 
Mulheres na igreja
 
Para a professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), em muitas instituições religiosas as mulheres conseguem criar uma empatia muito mais sólida com a comunidade do que os homens. Na Igreja Batista da Lagoinha, fundada em Belo Horizonte (MG), 44,6% do corpo pastoral é do sexo feminino – a cultuada cantora gospel Ana Paula Valadão é uma delas. Entre os metodistas, as mulheres representam aproximadamente 30% dos pastores – a mesma porcentagem é verificada entre os presbíteros da Igreja Anglicana. Até mesmo uma das mais conservadoras denominações pentecostais brasileiras, a Assembleia de Deus, tem aberto caminhos para as fiéis ocuparem altos postos na sua hierarquia. 
 
“Já não dá mais para negar a importância da mulher dentro das nossas igrejas”, diz Samuel Ferreira, pastor da Assembleia. “Eu não tenho o direito de negar a elas a prerrogativa de exercerem essa liderança.”
 
Professora Sandra, da Umesp, faz uma importante ponderação a respeito dos dados de mulheres na liderança. “Ordenar ou não mulheres não classifica uma igreja como mais ou menos patriarcal. Ter mais mulheres na hierarquia pode significar apenas um dado”
 
Filha de Baby Consuelo e ex SNZ, Sarah Sheeva é pastora missionária e realiza seminários por todo o Brasil. Segundo ela, algumas pessoas ainda ficam com o 'pé atrás'. “Temos de nos esforçar duas vezes mais para ganhar a confiança.”
 
Em Vilha Velha-ES, a igreja Viva Praia da Costa foi fundada por três mulheres que são as únicas pastoras da denominação. Para Hermes C. Fernandes, pastor da Igreja Reina, “uma liderança feminina dá credibilidade. Mulher não é vista como exploradora da fé, como ocorre com os homens”.
 
 
com informações da istoÉ
 

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