"Fui Eleito Para Falar", afirma deputado Jair Bolsonaro

"Fui Eleito Para Falar", afirma deputado Jair Bolsonaro

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 2:21

Foi rejeitado, nesta quarta-feira, o processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por 10 votos a 7.

O processo alegou que o deputado teria sido preconceituoso e ter estimulado a violência com declarações direcionadas à senadora Marinor Brito e à Preta Gil.

Primeiramente, Bolsonaro quando participou do programa CQC falou de “promiscuidade” em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou sobre se o filho dele namorasse uma mulher negra.

Bolsonaro, que foi a partir daí acusado de racismo, justificou que entendeu mal a pergunta pensando ela teria se referido a um homossexual.

O PSOL também o acusou por discutir com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), depois que ele exibiu um panfleto “anti-gay” enquanto a senadora Marta Suplicy (PT-SP) dava entrevista.

O partido acusou Bolsonaro de “ofender moralmente a senadora”, distribuindo os panfletos com afirmações mentirosas, difamatórias e injuriantes” sobre os homossexuais.

Em sua defesa, Bolsonaro não poupou palavras para mostrar sua indignação ao ser acusado por essas questões, iniciando a defesa dizendo “Me dá asco ser representado por questões como estas”.

Com relação ao PSOL ele disse “é um partido muito preocupado com a ética dos outros. Mas um partido que defende o kit gay não tem moral pra criticar ninguém".

O deputado Jean Wyllys que defende a causa homossexual avaliou que a decisão é perigosa “Acho uma decisão perigosa, porque se o deputado Bolsonaro já violava explicitamente e despudoradamente a dignidade da pessoa humana de homossexuais e de negros”.

Dizendo já esperar o resultado, Bolsonaro manteve-se na defesa de sua liberdade de expressão, e afirmou que como parlamentar ele deve “colocar para fora” suas idéias.

“Fui eleito para falar, para ser parlamentar, colocar para fora minhas idéias. Esse bando não merece respeito”, afirmou Bolsonaro.

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