Furacão Irene muda rotina de igrejas adventistas nos EUA

Furacão Irene muda rotina de igrejas adventistas nos EUA

Atualizado: Segunda-feira, 29 Agosto de 2011 as 10:41

Desde sexta-feira, 26, a costa leste dos Estados Unidos está sendo afetada pelo furação Irene, que até o fechamento deste informe já havia deixado, de acordo com a imprensa local, pelo menos  11 mortos e forçado, segundo a Associated Press,  a retirada de outras 2,3 milhões de pessoas.    

A rotina dos habitantes dos Estados da Carolina do Norte até o Maine foi alterada, entre eles a dos de Nova York. Na manhã de sábado (27), centenas de estabelecimentos comerciais da cidade de Nova York estavam fechados, alguns até protegidos com madeiras pregadas nas janelas.    

Ao sair às ruas de Nova York para saber qual a expectativa das pessoas com relação ao furacão, a equipe de jornalismo da Novo Tempo constatou que era unânime a pouca preocupação com as possíveis consequências do fenômeno natural.    

A partir do meio-dia, todos os serviços de transportes públicos da cidade foram suspendidos. Além disso, mais de 250 mil nova-iorquinos tiveram de evacuar suas casas e até hospitais que estavam em zonas consideradas de risco. Os três aeroportos da cidade também estão fechados.    

E nas comunidades religiosas as coisas não foram diferentes. Duas igrejas adventistas, por exemplo, tiveram seus cultos reduzidos; outras, cancelaram todas as atividades do fim de semana.     

A pedido do coordenador regional, pastor Michael Guerrero, os membros deveriam “encerrar as programações ao meio-dia, evacuar totalmente os templos até às 17h30 e cancelar toda a programação de domingo, inclusive a apresentação do quarteto Los Heraldos de Esperanza”. O grupo musical cantou pela manhã no quase vazio Templo Adventista de Delancey, de fala castelhana, localizado no bairro de Chinatown. Por volta das 10h, cerca de 40 fiéis concluíram a vigília 24 horas com Jesus.    

Camila Moura, que freqüenta a Igreja Adventista Luso-Brasileira de New York, conta que o pastor Denilson Moura “ficou muito preocupado com as pessoas que vivem na Zona de Inundação de Nova York”. Residente na cidade há 13 anos, a paulistana Camila diz que é a primeira vez que vê uma movimentação assim para a prevenção de uma catástrofe natural.    

O furacão Irene foi gerado na região das Bahamas devido a ventos baixos e altas temperaturas do Oceano Atlântico

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