Governador de MS teria ameaçado Universal, diz ex-vereador

Governador de MS teria ameaçado Universal, diz ex-vereador

Atualizado: Quarta-feira, 28 Abril de 2010 as 12

- Ninguém ficou calado. Impossível a alguém que corre sangue nas veias ficar de boca fechada. A gente responde à altura. A partir do momento que uma pessoa ameaça, perde toda a credbilidade. Discordo totalmente das atitudes do governador. Ameaçou minha igreja bato de frente. Não gostei da postura dele. Não devo nada pra ele" - declarou ontem, dia 27, ao Blog Marco Eusébio, o Pastor Sérgio Fontenellas (foto), ex-vereador por Campo Grande (MS), ao confirmar ameaça do governador André Puccinelli (PMDB) de mandar fechar a Igreja Universal do Reino de Deus caso não tenha o apoio do PRB à sua reeleição em Mato Grosso do Sul.

A ameaça contra a Universal teria ocorrido no fim da manhã de ontem, na Governadoria, quando Puccinelli recebeu o Pastor Sérgio (pré-candidato a deputado federal) e o ex-deputado Pastor Reginaldo Ferreira (pré-candidato a ALMS) e foi revelada pelo colunista Nilson Pereira, no site Midiamax, que disse ter sido informado por um dos prefeitos que estavam na sala de espera e ouviram gritos no gabinete. Pastor Sérgio confirmou o episódio, mas negou, entretanto, que tivesse ficado calado conforme informou o colunista. Vale lembrar que o apoio do PRB não significa só tempo de rádio e TV a qualquer coligação, mas também milhares de votos de fiéis da Universal.

- "Se alguém ameaçar minha igreja não vou ficar calado. Não existe ditadura, isso acabou", disse. Conforme Sérgio Fontenellas, o PRB não definiu ainda se apoiará a candidatura de Zeca do PT ou de André Puccinelli ao governo de Mato Grosso do Sul. Ele contou, inclusive, que o governador deve ir a Brasília conversar com o presidente nacional do PRB, Victor Paulo, pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

- "Ainda estamos em negociação se vamos para o lado do Zeca ou do André. Não tem nada definido e, como evangélico, não vou mentir pra agradar uma pessoa que tem deixado a desejar. Pergunta a gente responde e ele não gostou. Ele está tentando marcar o encontro com nosso presidente nacional e como não conseguiu até agora veio com brutalidade", disse Sérgio.

Foto: Izaias Medeiros/Câmara de Campo Grande/Arquivo

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