Grandes nomes brasileiros passaram pelos bancos de escolas confessionais

Escolas cristãs e seu papel na educação brasileira

Atualizado: Segunda-feira, 19 Março de 2012 as 12:40

As escolas cristãs desempenham um papel fundamental na educação brasileira prova disso são as muitas personalidades brasileiras que passaram pelos bancos de instituições confessionais. Autor de Casa-Grande & Senzala, o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, por exemplo, foi educado em um colégio batista. Da mesma forma, Ariano Suassuna, autor de O Auto da Compadecida, deu seus primeiros passos estudantis no Colégio Americano Batista. Artur da Távola, escritor, intelectual e político falecido em 2008, cursou o Colégio Batista Sheppard, no Rio de Janeiro. O ex-governador gaúcho e fluminense Leonel Brizola também estudou, na infância, em uma escola metodista.

Segundo a revista Cristianismo Hoje as escolas confessionais foram responsáveis por trazer outras mudanças, como destaca o historiador: “A primeira delas é referente à educação da mulher, que não tinha espaço na sociedade brasileira. A criação de um colégio para educar mulheres foi uma coisa ‘escandalosa’ e ajudou a própria sociedade brasileira a refletir sobre a questão”, explica, referindo-se à fundação do Colégio Piracicabano, no interior paulista, em 1881.

Hoje, segundo a Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE), as instituições cristãs somam em torno de 900 unidades, oferecendo do maternal até o ensino superior. Para o reitor da Unasp, Euler Pereira Bahia, além de sua importância educacional, os colégios confessionais se destacam por sua abordagem: “A virtude de uma escola confessional reside em sua visão abrangente do ser humano. É por isso que ela trabalha, além da dimensão intelectual, física e social do indivíduo, o desenvolvimento dos aspectos moral e espiritual. Isso se justifica porque é difícil desenvolver uma consciência de moralidade à parte da espiritualidade”, opina.

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