Gravadora de rap monta palco nas favelas e presídios para fazer evangelismo: "Jesus veio para os maloqueiros"

Além de ser um projeto de evangelismo, o Santo Clã também é uma gravadora. Através do projeto social, uma estrutura de palco é montada nos locais de atuação para acontecer os shows e o evangelismo acontecer.

Fonte: Guiame, Luana NovaesAtualizado: segunda-feira, 17 de agosto de 2015 13:24

 


Mano Sassá, líder do projeto Santo Clã, em entrevista ao Guiame durante o 4º Salão Gospel. (Foto: Guiame/ Marcos Paulo Corrêa)

O rap é o som que leva o Evangelho às casas de recuperação, presídios e comunidades carentes — pelo menos essa é a forma que o grupo Santo Clã encontrou, e que tem gerado grandes frutos.

Liderado pelo rapper Mano Sassá, o Santo Clã se iniciou em 2010, na capital de São Paulo, com três grupos de rap. Atualmente já conta com mais de 25, que se espalham por diversos lugares como Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná, e até mesmo Colômbia e Angola.

De acordo com Sassá, o projeto começou baseado em sonhos. "Quando eu era criança, eu tinha o sonho de ser um cantor de rap, mas o mundo das drogas e do crime nos privou disso e nos levou para outros caminhos. Graças a Deus eu tive um encontro com Jesus e isso me proporcionou a realizar o meu sonho", disse ele em entrevista ao Guiame durante o 4° Salão Internacional Gospel.

O sonho no qual o rapper se trata é a gravação de dois CDs e o início do Santo Clã, onde passou a reunir outros grupos que passaram pelas mesmas situações, mas se uniram para pregar a Palavra de Deus.

"Para aquele grupo que não tem condições de gravar um CD, a gente se reúne e vai atrás de patrocínios para poder fazer esse trabalho, para que o Evangelho de Jesus chegue a mais pessoas e a gente possa conquistar a nação com a cultura do rap, que é tão importante para as periferias da nossa cidade e de outros países também", ressalta Mano Sassá.

Rappers do projeto Santo Clã durante o 4º Salão Gospel. (Foto: Guiame/ Marcos Paulo Corrêa)

Atuação

Além de ser um projeto de evangelismo, o Santo Clã também é uma gravadora. Através do projeto social, uma estrutura de palco é montada nos locais de atuação para acontecer os shows e o evangelismo acontecer.

"Lá a gente pega os jovens dependentes de drogas e leva para a casa de recuperação. A gente trata desse tipo de pessoas", explica o rapper.

Como gravadora, o Santo Clã auxilia novos grupos a darem início a seus trabalhos. Em 2012, o grupo criou o primeiro selo de hip hop cooperativo do país. "Vários grupos se unem para fazer trabalhos como DVDs, coletâneas, CDs", disse Sassá.

Através de colaboradores como ONGs, editais e fornecedores que vendem estruturas a preço de custo, muitos grupos de rap têm enxergado novas possibilidades de espalhar sua mensagem. "Cada um colabora com o que puder, e assim a gente consegue fazer esses projetos irem pra frente", explica o rapper.


Mano Sassá, líder do projeto Santo Clã, em entrevista ao Guiame durante o 4º Salão Gospel. (Foto: Guiame/ Marcos Paulo Corrêa)

Resistência

Ainda que, em algumas ocasiões, possa haver um certo tipo resistência em relação ao rap, Sassá é convicto de que a unção de Deus rompe todas as barreiras. "A gente está debaixo de uma autoridade maior, que é Deus, e a gente vai para os eventos, se prepara para isso e busca fazer o melhor para Deus, sabendo que é Ele quem está no controle e abre as portas", afirma. "Então onde houver resistência, nós cremos que a unção do Senhor é maior."

Parte dos grupos que atualmente compõem o Santo Clã já foram, um dia, alcançados pela mensagem pregada pelo projeto. "São pessoas que não tinham perspectiva de vida e através do projeto hoje tem um CD gravado, um ministério estruturado e uma família formada. O projeto se resume a isso. As pessoas não tinham perspectiva e através do projeto, que Deus abençoou, a gente consegue ajudar essas pessoas", explica Sassá. "O que vejo para os judeus, também veio para os maloqueiros".

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