Grupo de SP traz ideia de Aliança evangélica do Brasil ao RJ

Grupo de SP traz ideia de Aliança evangélica do Brasil ao RJ

Atualizado: Quarta-feira, 2 Junho de 2010 as 5:10

Muitos não acreditam que seja possível uma Aliança evangélica no Brasil. Alguns chegam a dizer que, mesmo que surjam algumas iniciativas assim, elas sempre serão pouco representativas (se comparadas ao grupo das maiores igrejas do país que não aderem a ações coletivas). Há também os que temem o risco de associações do tipo se transformarem em meros instrumentos de poder e ação atrelados a interesses particulares de seus idealizadores. Mas também há os que mantém a esperança de ver a Igreja unida a serviço do povo brasileiro e capaz de emitir opinião sobre os temas que tocam o cotidiano da nação. O debate continua. E nesta quinta-feira, feriado de Corpus Christ, dia 3/6, às 10h da manhã, haverá uma reunião com líderes do Rio de Janeiro, Catedral Presbiteriana no Centro do Rio, Rua Silva Jardim, 23, próximo à Praça Tiradentes.

Um dos líderes que vai à reunião e acredita na relevância da proposta da Aliança Cristã Evangélica Brasileira é o pastor Luciano Vergara, que antecipando-se ao evento, enviou algumas sugestões ao Grupo de trabalho inicial, formado, na sua maioria, por pastores e líderes do estado de São Paulo:

Vergara introduz sua mensagem de sugestões afirmando: "Sinto-me motivado para uma retomada que considero muito relevante. Mesmo que não seja possível o alcance nacional neste momento (não que eu não ache isso possível), ao menos, teremos um 'pontapé' inicial". Logo em seguida, deu sua contribuição, que você pode ler a seguir:

1) "Ainda que redundante falar, é preciso desvincular a nascente entidade de qualquer personalidade mítica e messiânica que nos tente catalisar";

2) "Os valores que elegermos deverão ser suficientemente fortes para nos fazer existir como entidade";

3) "Os pressuspostos que nos marquem como Igreja que é cristã e é evangélica devem estar bem claros e, a priori, sem flexibilizações inclusivistas que nos levem, mais uma vez, ao impasse com os que são cristãos e evangélicos apenas quando lhes convém";

4) "A entidade, em meu modo de percebê-la, deve existir sobretudo como um movimento (embora possa ter personalidade jurídica, estatutos e itens decorrentes), em sintonia com a agenda do Reino de Deus para a evangelização do Brasil e aquilo em que isso puder contribuir para uma aliança global com movimentos congêneres";

5) "Acredito que ela não deve seguir ideologias políticas que a alinhem com centro, esquerda ou direita, mas com noções que sinalizem a reflexão multilateral e a cooperação com as forças que centralizam o ser humano em conexão com Jesus e sua mensagem e ação para um mundo mais justo e fraterno (não há porque proibir que políticos dela participem, desde que se conduzam de modo ético e não usem da entidade em seu proveito)";

6) "Penso que criar níveis de ação pastoral ajudará a organizar nossa reflexão e nossa ação para discipular a sociedade brasileira dentro dos seguintes desafios pastorais: família (casamento e sexo, criança, adolescência e juventude), educação, cultura, ética, teologia e missão, profissão e trabalho, economia e finanças, saúde (corpo, mente, hábitos), ecologia e vida sustentável, segurança social, justiça e cidadania, informação e comunicação, encarceramento, minorias sociais, estado e forças de governo (funcionalismo civil, militares, magistrados), inserção e participação política etc";

7) "A entidade necessitará de assessoria política, jurídica e de comunicação";

8) "Haverá necessidade de secretaria executiva e suporte profissional a escritório";

9) "Deverá definir suas políticas de captação de recursos e a remuneração de quadros executivos";

10) "Deverá fazer-se representar junto a organismos internacionais (religiosos ou não) de abrangências regional e global

Postado por: Felipe Pinheiro

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