Grupos da Somália proíbem cristão de prestar ajuda

Grupos da Somália proíbem cristão de prestar ajuda

Atualizado: Segunda-feira, 16 Agosto de 2010 as 2:28

O grupo islâmico Al-Shabaab proibiu três grupos de ajuda de prestar socorro na Somália. Os militantes, ligados a Al-Qaeda acusam a World Vision, a ADRA, e a agência de ajuda sueca Diakonia de espalhar o cristianismo e ordenaram o cancelamento dos trabalhos de ajuda imediatamente.

Em um comunicado divulgado no início da semana, o grupo disse que "agindo como missionários sob o disfarce de trabalho humanitário, as organizações têm espalhado suas ideologias, a fim de macular a crença pura dos muçulmanos na Somália".

No entanto, Todd Nettleton porta-voz da The Voice of the Martyrs disse que todos os três grupos tinham assinado um acordo. “O regulamento diz que você não pode dar um auxílio com base na filiação religiosa”.

A acusação de proselitismo não é incomum. Neste caso, Nettleton diz que é apenas uma fachada para sua verdadeira agenda. "Al-Shabaab persegue os cristãos. Eles entraram em áreas onde os cristãos são conhecidos como estrangeiros para matá-los ou forçá-los a irem embora".

Governo, representantes da igreja, beneficiários e os trabalhadores humanitários em toda a região condenaram a proibição.

Al-Shabaab e Hisbul Islã continuam a guerra contra as tropas governamentais em Mogadíscio, desalojando centenas de milhar de pessoas. Estes grupos de ajuda estão em pé no espaço entre milhares e fome.

Nettleton afirma que os grupos cristãos querem apenas alimentar os famintos, ajudar os doentes e instruí-los. “Eles estão motivados pelo amor de Cristo, mas os opositores querem passar a ideia de que estamos segurando uma tigela de sopa na frente das pessoas e dizendo: 'Só vai tomar a sopa caso se tornem cristãos. Isso é completamente falso".

As entidades suspenderam temporariamente às operações. Elas tiveram suas chaves tomadas. Apesar de nada ter sido removido, os representantes da Al-Shabaab ocuparam os escritórios.

Este momento é considerado um prenúncio de mais violência. A atual instabilidade levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a reforçar a sua presença na esperança de ajudar a avançar no processo de paz. 

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