"Há pastores que radicalizam no discurso homofóbico", diz Jean Wyllys a Marília Gabriela

"Há pastores que radicalizam no discurso homofóbico", diz Jean Wyllys a Marília Gabriela

Atualizado: Segunda-feira, 6 Junho de 2011 as 2:09

O De Frente Com Gabi deste domingo, 5 de junho, no ar à meia-noite, recebeu o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jean Wyllys, que se tornou conhecido no reality show BBB. Professor, jornalista e escritor, Jean falou sobre sua luta pelos direitos dos homossexuais, sobre ameaças de morte que têm recebido, sobre sua infância em Alagoinhas, na Bahia, e sobre a construção da verdadeira cidadania.   Além de criticar os pastores pelo seu posicionamento contrario o PL 122, o deputado falou também que os cristãos chantageram a presidente Dilma Roussef para que ela não aprovasse o kit gay: " Agiram de má fé" diz ele.

Segundo ele o "kit gay" apresentado pela bancada evangélica a presidenta era um material do ministério da saúde feito especificamente ao travestis.   Confira algumas frases da entrevista:   Sobre a infância:

• A gente não tinha banheiro em casa.

• Passei fome terrível.

• Eu acredito em destino.

• A gente começa a trabalhar desde cedo.

• Lugar de criança não é na rua.

• Sou o único homossexual da família.

• Eu queria entender porque era chamado dessa maneira (gay).

• Fui discriminado no seio da família.

• A primeira vez que percebi o meu desejo foi aos 16 anos.

• Fui salvo pela educação.

• Apesar de sofrer bullying, eu adorava a escola.

• A educação pode salvar esse País.

Sobre o BBB:

• Comprei uma casa para minha mãe, um apartamento para mim e ajudei a família (com o prêmio de R$ 1 Milhão).

• O BBB foi importante.

Sobre o trabalho de deputado:

• Eu me considero um homem de esquerda.

• A maioria dos partidos não tem comprometimento com a identidade ideológica.

• Quem vai para lá (Brasília) pensando em si e não no coletivo é minoria.

Sobre homofobia:

• Existe um discurso de ódio.

• Há pastores que radicalizam no discurso homofóbico.

• A história do enriquecimento do Palocci enfraqueceu o governo.

• É algo que está na gente (homossexualismo).

• Eu sou leve, apesar do que vivi.

• A escola precisa ser inclusiva.

• É muito comum eles colocarem os direitos LGBT abaixo de tudo.

• Não estamos falando de casamento religioso.

• Eu quero casar.

• Há uma violência institucional (contra os homossexuais).

• (Se a escola fosse inclusiva), eu teria sido protegido de uma série de violências. Das surras, dos insultos.   Por Pollyanna Mattos Com informações do SBT

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