Igreja Adventista mundial aprova o foco nas regiões urbanas

Igreja Adventista mundial aprova o foco nas regiões urbanas

Atualizado: Segunda-feira, 17 Outubro de 2011 as 4:47

Os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia endossaram hoje o plano de evangelizar as cidades no mundo, iniciando em 2013 com a Cidade de Nova Iorque. O voto veio como resposta prática ao apelo feito ontem pelo Presidente Ted N. C. Wilson de ser dada prioridade ao evangelismo nos grandes centros urbanos, onde agora vive metade da população mundial.

“Historicamente, as áreas rurais respondiam à mensagem de esperança da Igreja Adventista mais que as cidades”, disse o Secretário da Igreja mundial, G. T. Ng. “Somos uma igreja de ilhas e vilas”, prosseguiu dizendo para mais de 300 delegados na seda da Igreja mundial, no dia 9 de outubro, durante as reuniões administrativas do Concílio Anual de 2011.

“O evangelismo urbano pode ser esmagador”, Ng acrescentou.

Estima-se que 19 milhões de pessoas, que falam cerca de 800 línguas, vivam na Cidade de Nova Iorque.

“A ação missionária nas cidades tinha enorme peso na mente até mesmo dos primeiros adventistas”, Ng disse. A co-fundadora da Igreja, Ellen G. White, escreveu dizendo que passou muitas noites acordada pensando a respeito do evangelismo nas grandes cidades. “É triste pensar que tenham sido negligenciadas por tanto tempo”, ela afirmou.

Mesmo hoje, “a maior parte dos recursos da Igreja se destina a áreas fora das cidades, embora a maior parte das necessidades se encontre dentro delas”, disse Gary Krause, diretor do Departamento da Missão Adventista da Igreja. Ecoando a bem conhecida declaração de E. G. White, Krause disse que a igreja deve segui o exemplo de ação missionária de Jesus no Novo Testamento: “O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me.’”

O plano que os delegados endossaram depende do evangelismo corporativo e pessoal. Entre 2012 e 2015, os líderes da Igreja equiparão os pastores e membros leigos para o lançamento dos esforços em mais de 650 das principais cidades no mundo. Para melhor refletir a “diversidade cultural e caráter ímpar” das treze divisões da Igreja, os administradores regionais escolherão as cidades a serem alcançadas e elaborarão a abordagem que melhor se adapte a suas comunidades.

O evangelista adventista, Mark Finley, comparou o projeto de nove páginas sobre o evangelismo nos centros urbanos com a Declaração de Independência dos EUA. “Isto será visto como um dos pontos de mudança mais significativos na Igreja Adventista do Sétimo Dia contemporânea”, ele afirmou. “Aqui está mais do que um documento; ele pode ser a estrela guia no modelar a atenção abrangente e compassiva nas grandes cidades.”

Embora os delegados tenham demonstrado apoio coletivo ao plano, vários apresentaram sugestões para fortalecê-lo. Muitos disseram que ele deveria reconhecer o trabalho dos evangelistas adventistas e dos membros leigos que já atuam na Cidade de Nova Iorque.

G. Earl Knight, presidente da Associação da Grande Nova Iorque, ecoou o apelo do Pollard quanto à colaboração daqueles que já ali atuam. “Eles conhecem os desafios. Alguns que entraram nesse campo de batalha desanimaram e o deixaram. Alguns permaneceram e seguem em combate”, disse Knight. Ao trabalharmos juntos, e por meio da igreja mundial, “ideias, visão e todos os recursos que pudermos encontrar” a Igreja poderá cumprir “essa tremenda tarefa”, ele acrescentou.

Outros delegados questionaram se um esforço principal na Cidade de Nova Iorque seria sustentável “muito depois de as luzes se apagarem, de os oradores partirem e das tendas serem desmontadas”. Um delegado sugeriu um centro de estilo de vida focalizando a ênfase da Igreja no viver saudável.

“Prometo-lhes que o Ministério da Saúde está aqui para treinar, para executar a coordenação com os senhores e para trabalharmos juntos nas trincheiras e fazermos tudo o que pudermos, visto que o Ministério da Saúde é a porta de entrada para o evangelismo”, disse Allan Handysides, diretor do Departamento do Ministério da Saúde da Igreja mundial.

“Cada departamento da Associação Geral fará todo o possível para prover-lhes, no campo, todos os recursos que julgarem necessários para realizarem tudo o crerem for mais apropriado para sua região”, ele acrescentou.

“Nossas escolas poderiam não apenas atuar como abrigos”, ele disse, “mas como centros missionários.  As escolas também poderiam coordenar a pesquisa a respeito de quais métodos de evangelismo urbano são mais eficientes, tornando os evangelistas ‘professores de ministério’.” Aqui novamente ele pediu a colaboração daqueles que já estão ministrando na cidade. “Eles têm um forte senso do que funciona ou não.”

Trevor Baker, presidente da Igreja regional na Associação do Nordeste, reiterou a necessidade da “presença sustentável” na Grande Cidade de Nova Iorque, depois desse “evangelismo massivo”.

Ministrar à Cidade de Nova Iorque é uma paixão antiga do Wilson. Sua dissertação doutoral na Universidade de Nova Iorque, em 1981, do líder da Igreja mundial, foi “A Study of Ellen G. White's Theory of Urban Religious Work as it Relates to Seventh-day Adventist Work in New York City." (Estudo da Teoria de Ellen G. White sobre a Obra Religiosa Urbana e Seu Relacionamento com a Obra da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Cidade de Nova Iorque)

Embora o foco da Igreja no evangelismo urbano iniciará pela Cidade de Nova Iorque, Wilson lembrou aos delegados o escopo global desse esforço. Ele visitou cidades na Europa várias vezes neste ano e disse aos delegados que sente “profunda responsabilidade” pela região. Clique aqui para ler o documento: Missão nas Cidades.

Fonte; [Equipe ANN, Elizabeth Lechleitner]

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