
A Igreja Católica da Suíça, abalada como a de outros países por casos de abusos sexuais cometidos por padres, admitiu nesta quarta-feira que subestimou a situação e estimulou as vítimas a apresentar denúncias judiciais.
''Humildemente, subestimamos a amplitude da situação. Os dirigentes nas dioceses e nas ordens religiosas cometeram erros'', admite a Conferência de Bispos Suíços em um comunicado.
A conferência estimula ''todos que sofreram abusos a comparecer aos centros de consulta para as vítimas e, se for o caso, a apresentar uma denúncia judicial''.
Ao mesmo tempo, os bispos pedem aos autores de abusos sexuais ''a assumir suas faltas e apresentar-se às autoridades competentes''.
Há duas semanas, a Igreja Católica suíça informou que as dioceses do país foram contactadas por quase 60 pessoas que afirmaram ter sido vítimas de abusos sexuais por membros do clero.
Martin Werlen, abade do mosteiro beneditino de Einsiedeln, centro da Suíça, sugeriu a ideia de um registro central de padres acusados de abusos sexuais.
Vários escândalos de pedofilia que envolvem padres católicos explodiram nos últimos meses em vários países europeus e nos Estados Unidos.
O Papa Bento XVI, que condenou os abusos, é acusado de ter fechado os olhos para casos de pedofilia quando ainda era cardeal.
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