Igreja de Porto Rico emite carta para ser lida com urgência

Igreja de Porto Rico emite carta para ser lida com urgência

Atualizado: Quinta-feira, 1 Julho de 2010 as 9:21

A Igreja Evangélica Unida de Porto Rico (IEUPR) emitiu carta pastoral, sob o título "A família primeiro" para ser lida"com urgência" dos púlpitos e nas congregações locais. A igreja reage, assim, aos casos crescentes de violência contra a mulher verificados no país.

A carta, assinada pelo secretário geral da denominação, pastor Edward Rivera-Santiago, destaca que Jesus, na sua trajetória, sempre prestigiou a mulher, assim que a igreja não pode se calar diante do problema.

A violência doméstica e o assassinato de mulheres indica que a cultura patriarcal continua presente na sociedade portorricense."A violência contra a mulher aponta que muitos homens se crêem donos do corpo, da vida e do destino dela", assinala o texto.

A violência jamais pode ser justificada. Ela é"pecaminosa e é também um crime", afirma a carta pastoral."Também precisamos encontrar formas de ajudar àqueles homens que querem romper com os padrões do abuso", assinala o texto.

Acabar com a violência contra a mulher requer um esforço coordenado a muitos níveis."Convido-lhes a colocar o nosso esforço na construção de uma comunidade livre de violência. O abuso contra a mulher reflete a falta de entendimento a respeito da forma com que homens e mulheres devem relacionar-se. Isso viola os valores básicos cristãos de justiça, igualdade, respeito, dignidade e paz", diz a carta pastoral.

O Evangelho, prossegue, é incompatível com qualquer forma de violência. A agressão contra a mulher não contribui para a convivência pacífica, tão necessária na sociedade portorriquenha.

Rivera-Santiago advertiu pastores para que cuidem do recursos a textos bíblicos que são usados para justificar comportamentos abusivos contra as mulheres."Temos que cuidar da violência hermenêutica", alertou.

A carta pastoral incentiva as congregações que promovam estudos bíblicos e instituam espaços de conversação e debate sobre essa"situação tão nefasta para nossas mulheres e nossa sociedade".

Postado por: Felipe Pinheiro

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